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Sem NY, Ibovespa fecha estável com baixa liquidez

Sem NY, Ibovespa fecha estável com baixa liquidez

Com ausência de catalisadores relevantes e menor participação estrangeira, mercado opera de forma mais defensiva e direcionada por ajustes de posições

O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (19) praticamente estável, em um pregão marcado por baixa liquidez e ausência de catalisadores relevantes. O principal índice da B3 avançou 0,03%, aos 168.334 pontos, com giro financeiro de R$ 27,4 bilhões.

No exterior, o dia foi caracterizado por menor participação dos investidores, devido ao fechamento das bolsas de Nova York por conta de feriado. Esse cenário reduziu a referência global e contribuiu para uma postura mais cautelosa ao longo da sessão.

Na Europa, os mercados acionários terminaram o dia em queda, pressionados pela manutenção de um ambiente de juros elevados e incertezas globais. Já na Ásia, as bolsas encerraram de maneira mista, refletindo a falta de direção clara diante do cenário internacional.

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O petróleo operou com volatilidade, negociando próximo dos US$ 80 por barril. Apesar de um alívio recente nas tensões geopolíticas, persistem dúvidas sobre a durabilidade desse movimento, mantendo os preços sensíveis a novos desdobramentos.

No Brasil, com a influência externa reduzida, o mercado teve um comportamento mais técnico, impactado pelo vencimento de opções sobre ações. Esse fator contribuiu para oscilações pontuais, mas sem alterar significativamente a direção do índice.

Os juros futuros registraram leve alta nos vencimentos mais longos, refletindo cautela com o cenário fiscal e com a trajetória da política monetária. O dólar, por sua vez, recuou 0,20%, encerrando o dia cotado a R$ 5,16, em movimento de ajuste após recentes altas.

A agenda doméstica segue no radar, com investidores atentos à divulgação de novos dados de inflação e, especialmente, à ata do Copom na próxima semana, que deve detalhar a visão do Banco Central após o último corte da Selic.

Altas e baixas

Entre os destaques do dia, a Azzas (AZZA3) liderou os ganhos com alta de 8,33%, seguida por Cyrela (CYRE3), que avançou 3,22%, Magazine Luiza (MGLU3), com 2,67%, Cosan (CSAN3), que subiu 2,65%, e CSN Mineração (CMIN3), com ganho de 2,61%.

Na ponta negativa, Marfrig (BEEF3) caiu 5,12%, Hapvida (HAPV3) recuou 2,55%, Raia Drogasil (RADL3) perdeu 1,81%, Copasa (CSMG3) caiu 1,53% e Copel (CPLE3) recuou 1,49%.