Duas small caps foram selecionadas pelo BTG Pactual para fazer parte de seu primeiro portfólio mensal de 2026: Pague Menos (PGMN3) e Sanepar (SPAR11).
O time de analistas do banco, liderado por Carlos Sequeira, também removeu os ativos da Eztec (EZTC3) e Track&Field (TFCO4) para abrir espaço para as estreantes.
Sobre a Sanepar, o BTG explica que ela está com preços convidativos.
“A Sanepar é uma ação barata com múltiplos baixos, apesar de operar de forma ineficiente, bem abaixo do seu potencial”, explica Sequeira.
Segundo ele, se a ação reduzisse a diferença para o EBITDA regulatório, diminuísse o corte no capex (investimentos) para cerca de 3% e negociasse a cerca de 9% de TIR real (até o final de 2026), similar ao patamar atual de muitas ações, precisaria de uma reavaliação de pouco mais de 60%.
“O principal evento para a Sanepar em 2026 será político. A eleição para governador pode levar os investidores a esperar que a empresa se torne mais eficiente ou tome medidas rumo à privatização. Em ambos os casos, o potencial de crescimento é significativo”, pontua o banco.
Pague Menos
Com o aumento de capital realizado em setembro, que girou R$ 243 milhões (R$ 243 milhões; 57% primário e 43% secundário), o BTG retomou a avaliação e definiu uma recomendação de compra.
“Considerando os recursos da oferta subsequente de ações e atualizando nossas estimativas com premissas mais construtivas (após um sólido 3º trimestre), revisamos para cima as estimativas de receita e EBITDA (ex-IFRS 2026) em 4% e 18%, respectivamente, estabelecendo um novo preço-alvo para o final de 2026 de R$ 6,5/ação (de R$ 4,5/ação anteriormente), com a Pague Menos negociando a 13x o P/L de 2026”, calcula o banco.
Desta forma, embora a injeção de capital deva proporcionar uma leve redução da alavancagem, a empresa deve continuar superando seus pares do setor varejista (e farmacêutico), impulsionada por um forte crescimento dos lucros e ganhos de eficiência operacional.
“Entre as varejistas farmacêuticas de pequena capitalização, reforçamos nossa preferência pela PGMN”, conclui o BTG.
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