A Sabesp (SBSP3) vive um novo momento operacional, marcado por ganhos relevantes de eficiência e avanço na rentabilidade. Após uma reestruturação focada na redução de custos e melhoria da gestão, a companhia elevou sua geração de caixa nos últimos anos.
Segundo analistas do Banco do Brasil, o processo foi intensificado no período que antecedeu a privatização, concluída em julho de 2024 por meio de uma oferta de ações. Desde então, os resultados indicam continuidade dessa trajetória positiva.
A margem EBITDA, que anteriormente variava entre 30% e 35%, passou a superar os 50%. “A companhia apresentou ganhos consistentes de eficiência, com redução de custos operacionais e melhora na geração de caixa”, destacam os analistas.
Os resultados do quarto trimestre de 2025 e do acumulado do ano reforçam esse cenário. Mesmo com receita estável, houve avanço significativo na geração de caixa operacional.
Sabesp mantém trajetória de ganhos enquanto amplia investimentos
De acordo com o relatório, parte desse desempenho foi impulsionada pela redução de custos, despesas e provisões. “A instabilidade nas provisões ainda dificulta a leitura da margem sustentável no longo prazo, mas o ano foi marcado por ganhos de eficiência”, apontam os analistas.
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Ao mesmo tempo, a companhia acelera seu plano de investimentos para antecipar a universalização dos serviços até 2029.
Os aportes cresceram de menos de R$ 7 bilhões anuais até 2023 para cerca de R$ 10 bilhões em 2024 e aproximadamente R$ 15 bilhões em 2025. “Esse ritmo mais intenso deve ser mantido nos próximos anos”, afirmam.
O aumento dos investimentos deve elevar a alavancagem, com a relação entre dívida líquida e EBITDA projetada em torno de 2,5 vezes.
Por outro lado, o relatório destaca que a privatização trouxe maior previsibilidade ao fluxo de caixa, além de reduzir o risco de ingerência política e estender os contratos de concessão até 2060.
Entre os pontos positivos, os analistas citam o monopólio natural do serviço, a atuação no estado mais rico do país e a receita reajustada pela inflação.
Já entre os riscos, permanecem no radar o elevado volume de investimentos, o risco hidrológico e possíveis mudanças na regulação tarifária.






