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Risco de diluição cresce para acionistas minoritários da Braskem

Risco de diluição cresce para acionistas minoritários da Braskem

Solução da Petrobras e IG4 para a empresa tende a exigir aportes que podem afetar diretamente a participação dos minoritários

O recente avanço no acordo de “controle compartilhado” entre Petrobras (PETR3; PETR4) e IG4 na Braskem (BRKM5) reacendeu preocupações no mercado sobre o futuro da petroquímica — e, principalmente, sobre os riscos que a nova configuração pode trazer aos acionistas minoritários. Análise divulgada pelo BTG Pactual nesta terça-feira (20) indica que o caminho mais provável para a companhia envolverá um processo de capitalização que pode resultar em diluição relevante dos investidores que não fazem parte do bloco de controle.

O acordo firmado entre as partes estabelece mandatos de três anos para todos os membros do Conselho de Administração e da diretoria executiva, sem obrigatoriedade de rotatividade, mas com possibilidade de recondução. Pela nova governança, a IG4 terá direito a indicar quatro conselheiros e o CEO, com foco especial na estratégia financeira da companhia. Já a Petrobras nomeará quatro conselheiros, comandará a presidência do Conselho e escolherá executivos ligados às operações.

Embora Petrobras e IG4 descartem a venda do controle da Braskem, ambas demonstram abertura para uma futura ampliação de capital e para a entrada de novos parceiros. Segundo o BTG Pactual, essa disposição reforça a percepção de que o processo de reestruturação — estimado em cinco anos — tende a exigir aportes que podem afetar diretamente a participação dos minoritários.

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Diluição é mais provável

Na avaliação do banco, dois cenários de diluição são os mais prováveis. O primeiro é uma conversão de dívida em ações, solução comum em empresas que buscam reforçar balanços pressionados. O segundo envolve um aporte direto de capital pelos acionistas, que, se não acompanhado pelos minoritários, resultaria em perda proporcional de participação.

O BTG observa ainda que, apesar de dúvidas levantadas por investidores, é improvável que a Petrobras precise consolidar integralmente a Braskem em seu balanço sob o arranjo proposto. Por outro lado, a recusa das partes em vender ativos da petroquímica é interpretada como mais um indicativo de que a alternativa da diluição “ganha força”.

Com esses fatores combinados, o banco mantém sua recomendação neutra para as ações da Braskem, destacando que o ambiente atual exige cautela. Para o BTG, o risco de diluição tornou‑se não apenas possível, mas “cada vez mais provável”, configurando um ponto de atenção central para investidores minoritários nos próximos meses.

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