A Riachuelo (RIAA3) divulgou resultados considerados robustos no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de vendas, expansão de margens e desempenho operacional acima das expectativas do mercado. Na avaliação de analistas do Bradesco BBI e da Ágora Investimentos, os números reforçam a consistência operacional da varejista mesmo em um cenário mais desafiador para o consumo.
As vendas líquidas consolidadas cresceram 6,7% na comparação anual, impulsionadas principalmente pelo avanço de 6,6% no varejo de mercadorias. O principal destaque do trimestre ficou para as vendas em mesmas lojas (SSS) de vestuário, que avançaram 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, acelerando cerca de 300 pontos-base frente ao trimestre anterior.
A margem bruta de mercadorias também apresentou melhora relevante, com alta de 1,6 ponto percentual em base anual. Segundo os analistas, o avanço reflete ganhos de produtividade fabril, aprimoramento dos algoritmos de precificação e menor necessidade de descontos promocionais.
Mesmo com aumento das despesas de vendas, gerais e administrativas (SG&A), o EBITDA ajustado consolidado ficou 4% acima das estimativas do mercado.
Riachuelo amplia margens e reforça eficiência operacional
Na operação financeira, a receita cresceu 6,9% na comparação anual, acompanhando a expansão da carteira de crédito. O EBITDA do segmento somou R$ 133 milhões, em linha com as projeções dos analistas, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$ 5 milhões.
Em relatório, Bradesco BBI e Ágora classificaram os resultados como positivos e destacaram a execução operacional da companhia.
“Avaliamos os resultados como positivos, pois reforçam a consistência da execução operacional da Riachuelo e validam as iniciativas apresentadas no Investor Day”, afirmaram os analistas.
Segundo eles, o desempenho do vestuário e a expansão das margens indicam que as mudanças implementadas pela companhia vêm gerando resultados concretos.
“O desempenho superior do SSS de vestuário, aliado à expansão de margens brutas, indica que os ajustes operacionais estão gerando ganhos tangíveis e aumentando a visibilidade de resultados, mesmo diante de um cenário macro mais desafiador para o varejo”, escreveram.
Os analistas também apontaram sinais de deterioração nos indicadores de inadimplência acima de 90 dias na operação financeira, especialmente no segmento de cartões. Ainda assim, avaliaram que o balanço geral da companhia segue saudável.






