O Santander realizou na semana passada um Non-Deal Roadshow (NDR) com o CFO e o diretor de Relações com Investidores da Renner (LREN3) em Londres e na Europa Continental, cumprindo agenda de 20 reuniões com investidores institucionais.
O interesse foi positivo, com as discussões concentradas menos nos resultados trimestrais de curto prazo e mais na possibilidade de a Renner estar entrando em um ciclo estrutural de melhoria de vários anos.
“Saímos com maior convicção de que os investidores começam a reconhecer o caráter estrutural das melhorias operacionais da companhia, reforçando nossa visão positiva de longo prazo para a ação”, afirmaram os analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo, do Santander, que mantêm recomendação de compra.
Quatro temas dominaram as conversas com investidores
As discussões giraram em torno de quatro eixos principais: a sustentabilidade da projeção de crescimento de receita entre 9% e 13%; a continuidade dos ganhos recentes de margem bruta em paralelo às melhorias em logística e gestão de estoques; a destinação da maior geração de caixa entre aceleração dos investimentos e remuneração aos acionistas; e as perspectivas para a carteira de crédito da Realize diante de um ambiente ainda desafiador para o crédito ao consumidor no Brasil.
“A discussão tem migrado da capacidade de recuperação das margens para a possibilidade de a Renner sustentar um crescimento de um dígito alto, preservando ao mesmo tempo a melhora de sua rentabilidade e dos retornos”, destacaram Esteves, Huang e Fuziharo.
Embora os investidores continuem atentos à pressão competitiva das plataformas internacionais, o tom das reuniões foi construtivo.
Ciclo estrutural de melhoria ganha reconhecimento
A percepção dos investidores europeus sobre a Renner tem evoluído de forma relevante. A narrativa já não é mais apenas de recuperação pós-crise, mas de uma empresa que pode sustentar crescimento consistente com melhora simultânea de rentabilidade — um perfil mais atrativo para investidores de longo prazo.
“Ao final das reuniões, saímos com maior convicção de que os investidores começam a reconhecer o caráter estrutural das melhorias operacionais da companhia”, concluíram os analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo.
O Santander reforça sua recomendação de compra para LREN3, avaliando que o mercado ainda não precifica integralmente o potencial de rerating da ação diante de um ciclo de melhoria estrutural que pode se estender por vários anos.






