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Recuperação da Raízen pode envolver venda de ativos; entenda

Recuperação da Raízen pode envolver venda de ativos; entenda

Outros pontos do plano incluem ainda a conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia

O plano de recuperação extrajudicial da Raízen (RAIZ4) pode envolver, entre outros temas, a venda de ativos do grupo, além de uma possível capitalização por acionistas, de valor ainda não divulgado. Em crise, a companhia divulgou dívidas de aproximadamente R$ 65,1 bilhões.

Outros pontos do plano incluem ainda a conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia; a substituição de parte dos créditos por novas dívidas; e possíveis reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo grupo.

“A companhia esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação e continuidade de suas atividades, as quais permanecem vigentes e continuarão sendo cumpridas normalmente nos termos dos respectivos contratos”, esclareceu a empresa, em fato relevante.

Apoio de credores

A empresa informou também que a recuperação pôde ser viabilizada graças à adesão expressa de mais de 47% dos credores das dívidas financeiras quirografárias, percentual suficiente para o ajuizamento do pedido, feito junto à Comarca da Capital de São Paulo. Para a companhia, isso demonstra apoio aos esforços para viabilizar a reestruturação das obrigações financeiras do grupo.

De acordo com a legislação vigente, o grupo Raízen terá o prazo de 90 dias, a partir do processamento do pedido de recuperação extrajudicial, para reunir a adesão mínima de credores necessária à homologação do plano apresentado.

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Caso o quórum exigido seja alcançado dentro desse período, o plano de recuperação extrajudicial poderá ser homologado, o que permitirá a aplicação dos novos termos e condições de pagamento a 100% dos créditos sujeitos ao processo.

A medida busca viabilizar a reorganização financeira do grupo, estabelecendo um novo cronograma e condições para a quitação das obrigações incluídas no plano, conforme previsto na legislação que regula processos de reestruturação empresarial.