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Casas Bahia: Copa do Mundo pode ser a “2ª Black Friday”?

Casas Bahia: Copa do Mundo pode ser a “2ª Black Friday”?

Empresa viu as vendas acelerarem após o Dia das Mães um impulso adicional com o anúncio da convocação, incluindo o retorno de Neymar

A Casas Bahia (BHIA3) acredita que a Copa do Mundo de 2026 pode ser uma “segunda Black Friday” para a empresa, especialmente no segmento de televisores.

A avaliação foi compartilhada pela diretoria da companhia em encontro com analistas do Banco Safra, que mantém recomendação underperform (venda) para as ações com preço-alvo de R$ 3.

A reunião contou com a participação de Gustavo Pimenta, diretor comercial, e Gabriel Succar, diretor de relações com investidores. A empresa apresentou sua estratégia para o evento e atualizou os analistas sobre frentes operacionais e financeiras.

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TVs

Historicamente, as vendas de TVs durante os meses da Copa chegam a três vezes o nível normal, adicionando entre 20% e 30% às vendas anuais da categoria. Além do volume, o evento gera efeito positivo de mix: os consumidores tendem a migrar para telas maiores, com as vendas de TVs acima de 75 polegadas praticamente dobrando durante o período.

A Casas Bahia diz estar bem posicionada para capturar essa demanda, apoiada em forte participação de mercado em TVs e eletrodomésticos, ampla rede de lojas físicas e ações de varejo mídia com fornecedores — como a campanha “Pix da Vitória”, que oferece cashback via Pix caso o Brasil vença partidas.

A gestão também destacou que as vendas já aceleraram após o Dia das Mães e ganharam impulso adicional com o anúncio da convocação da seleção, incluindo o retorno de Neymar.

Operações

No campo operacional, marcas chinesas como TCL, Hisense, Midea e Haier ampliaram sua participação no custo de mercadorias vendidas de 11% para quase 25% em cinco anos, contribuindo para margens melhores e prazos de pagamento mais longos junto aos fornecedores.

A empresa também avançou nas parcerias com marketplaces. Mercado Livre, Amazon e outras plataformas já respondem por cerca de metade do crescimento do e-commerce da companhia, com o Mercado Livre representando sozinho 5% do GMV total no quarto trimestre — posicionando a Casas Bahia como um dos maiores vendedores da plataforma.

No campo financeiro, a empresa projeta economia contratada de mais de R$ 1 bilhão por ano com a redução de custos de cartão de crédito, financiamentos mais baratos em parcelamentos, menores spreads de fornecedores e conversão de dívida em capital. Em crédito, a postura segue conservadora diante do ambiente macroeconômico ainda desafiador.

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