As ações preferenciais do Itaú (ITUB4) subiam 2,68%, a R$ 39,52, às 10h38 desta quarta-feira (4), na repercussão do balanço do terceiro trimestre de 2026 (3T26). BTG Pactual e XP mantiveram a recomendação de compra para os papéis após os resultados.
O banco registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões, crescimento de 6,2% em um ano e de 1,7% frente ao segundo trimestre. O ROE consolidado ficou em 23,6%, ante 24,3% nos três meses anteriores.
O lucro superou a projeção da XP em 1,1%, mas ficou 3,2% abaixo da estimativa do BTG. Para o Bradesco BBI, o valor ficou em linha com sua previsão e com o consenso da Bloomberg.
O BBI destacou a contribuição positiva da tesouraria. A margem financeira com o mercado chegou a R$ 1,3 bilhão, alta de 42,3% sobre o segundo trimestre, ajudando a compensar pressões em outras linhas do resultado.
Capital reforçado sustenta recomendações de compra
O índice de capital principal, conhecido como CET1, subiu de 12,3% para 12,7% no trimestre. O BTG ressaltou a capitalização, a liquidez e as reservas para perdas de crédito ao defender que a análise vai além do lucro trimestral.
“Acreditamos que o banco nunca esteve tão forte, em termos digitais, culturais e de balanço patrimonial, para enfrentar os desafios e as oportunidades que podem surgir no próximo ciclo”, escreveram os analistas do BTG.
O Itaú permanece a única indicação de compra do BTG entre os quatro grandes bancos tradicionais cobertos pela casa, com preço-alvo de R$ 53 para 12 meses. Na XP, o papel segue como a principal escolha do setor, com alvo de R$ 50.
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Serviços e crédito seguem no radar
Para a XP, serviços e seguros continuam sendo o principal ponto fraco. As receitas combinadas somaram R$ 14,1 bilhões, queda de 0,2% no trimestre, com menor contribuição do banco de investimento e de seguros.
A inadimplência acima de 90 dias subiu de 1,9% para 2%, com a piora concentrada em pequenas e médias empresas. A XP considera a evolução administrável e compatível com a normalização das carteiras apoiadas por programas governamentais.
“Olhando para a frente, esperamos que o crescimento da carteira de crédito permaneça mais cauteloso, enquanto que indicadores de qualidade dos ativos trazem segurança quanto à capacidade do banco de enfrentar um cenário potencialmente mais desafiador”, avaliaram Marcelo Mizrahi e Renato Chanes, do BBI.
O Itaú reduziu a projeção da alíquota efetiva de imposto em 2026 para 28% a 29%, ante 29,5% a 32,5%. A XP calcula que a mudança poderia elevar sua estimativa de lucro anual em cerca de 1%, embora parte desse benefício deva ser compensada pela fraqueza nas receitas com serviços.






