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ISA Energia (ISAE4) avança após balanço com recomendações divididas

ISA Energia (ISAE4) avança após balanço com recomendações divididas

Itaú BBA mantém compra com preço-alvo de R$ 36,74 para 2027

As ações da ISA Energia (ISAE4) subiam 2,38%, a R$ 25,39, às 11h28 desta quarta-feira (4), após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026 (3T26). Para o Bradesco BBI, a transmissora entregou resultados em linha com as projeções, sem grandes surpresas operacionais.

As avaliações do trimestre não alteraram as recomendações das casas. O Itaú BBA manteve a indicação de compra, enquanto XP Investimentos e BTG Pactual seguem com posição neutra para os papéis.

O lucro líquido regulatório somou R$ 1,9 bilhão, impulsionado por ganhos contábeis sem entrada de caixa relacionados à troca de ativos com a Axia Energia. Excluídos esses efeitos e seus impactos tributários, o resultado foi de R$ 625,5 milhões, crescimento de 13,7% sobre o mesmo período de 2025.

“Os resultados vieram em linha com as expectativas, sem grandes surpresas operacionais. Dessa forma, não esperamos mudanças relevantes em nossas estimativas ou no preço-alvo da companhia”, afirmam Francisco Navarrete e Ricardo França, do Bradesco BBI.

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Como os analistas avaliam a ISA Energia

O Itaú BBA mantém preço-alvo de R$ 36,74 para 2027 e projeta retorno anual em dividendos de 7% a 8% nos próximos três anos. A casa considera a transmissora atrativa, mas ressalta que o endividamento permanece uma limitação, sobretudo com juros elevados.

A alavancagem encerrou setembro em 3,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. O BBI também chamou atenção para os investimentos de R$ 1,1 bilhão, superiores aos R$ 960 milhões previstos, por maiores desembolsos com manutenção e reforços da rede.

O BTG classificou o trimestre como bom, mantendo recomendação neutra e preço-alvo de R$ 29 em 12 meses. Pelos cálculos do banco, mesmo excluindo a contribuição estimada da IE Madeira, consolidada a partir de agosto, o Ebitda ajustado ficou 9,1% acima da projeção.

Pelos critérios de ajuste da XP, o Ebitda foi de R$ 1,238 bilhão e o lucro, de R$ 611 milhões, respectivamente 5% e 10% acima das estimativas da corretora. A casa destacou receitas melhores e controle de custos.

“A surpresa positiva de 10% no lucro líquido também foi parcialmente impulsionada pelo resultado financeiro, que veio melhor do que o esperado devido a menores correções monetárias sobre a dívida atrelada ao IPCA. Portanto, seríamos cautelosos ao extrapolar a performance acima do esperado no lucro líquido para os próximos trimestres”, afirma a XP.

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Disputa com a Sefaz segue no radar

A XP mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 32,30 para o final de 2027. Para a corretora, uma solução para a disputa com a Secretaria da Fazenda segue como principal fator capaz de impulsionar a ação, mas um desfecho é considerado improvável antes de 2027.

O Bradesco BBI informou que não houve atualização sobre o processo. A próxima audiência é esperada para 2027, ainda sem data definida. O BTG também destacou a ausência de um calendário para o próximo encontro.