O governo está na iminência de uma reforma ministerial, a fim de tentar ampliar sua base de aliados no Congresso, e um dos cargos que pode estar em jogo é a presidência da Petrobras (PETR3; PETR4), ocupada por Jean-Paul Prates, ex-senador pelo PT-RN.
- MONEY WEEK: INSCREVA-SE AGORA MESMO PARA APRENDER A INVESTIR COM OS MELHORES.
Prates teve sua permanência citada pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em entrevista nesta terça-feira (1º). Segundo ele, o nome de Prates não foi escolhido em uma composição política e, por isso, “o cargo não está em discussão neste momento”. As especulações, segundo analistas políticos, eram de que Prates poderia deixar o cargo para Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil.
Em pouco mais de seis meses no cargo desde que teve a indicação aceita pelo Conselho de Administração da empresa, em 26 de janeiro, Prates já tomou pelo menos duas decisões importantes, que estavam no escopo do governo desde a campanha eleitoral:
- o abandono da política de PPI (preço de paridade de importação). que atrelava o preço da gasolina ao do mercado internacional, em maio;
- a divulgação de uma nova política de distribuição de dividendos, anunciada na semana passada.
Nesta quinta-feira (3), a companhia divulga os balanços com os resultados do segundo trimestre de 2023, o primeiro que será impactado pela nova política para definição dos preços dos combustíveis e que vai ser afetado pela nova distribuição de dividendos.
Na semana passada, no entanto, a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) divulgou relatório apontando que o preço médio da gasolina vendida nas refinarias da estatal está cerca de 20% defasado em relação à média do mercado internacional.
Em reunião nesta terça com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a diretoria da empresa negou que esteja fazendo “sacrifício” para evitar o reajuste de preços e apontou “especulação dos importadores” de combustível. Nos bastidores, porém, há informações de que executivos admitem uma defasagem em torno de 13%.
As discussões tiveram impacto direto nas cotações da empresa nesta quarta-feira na B3. Por volta das 13h30, as ações PETR3, ordinárias, eram cotadas em queda de 1,76%, com fechamento a R$ 33,48.

Já as ações preferenciais PETR4 eram negociadas em queda de 1,80%, a R$ 30,05.

- Depois de ler sobre as discussões envolvendo a presidência da Petrobras, aproveite para conhecer nossa Agenda de Dividendos: veja as melhores ações para comprar e obter renda passiva durante o ano todo.






