As ações do Banco Mercantil (BMEB4) dispararam aproximadamente 100% em 12 meses, muito acima dos 60% do índice do setor financeiro ($IFNC). O que está por trás deste movimento?
Em um relatório divulgado na última sexta-feira (20), o time de analistas da XP conta um pouco dessa história. A corretora iniciou a cobertura dos papeis do Mercantil com a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 126 para 2026. O valor corresponde a um potencial de valorização de quase 72%.
“Vemos o banco combinando uma rentabilidade estruturalmente elevada, baixa volatilidade de resultados e um modelo de negócios altamente especializado e difícil de replicar, ancorado no crédito consignado do INSS e no segmento 50+”, escreveram os analistas Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti.
Resultados protegidos
Segundo eles, o Mercantil tem os resultados protegidos por barreiras regulatórias de entrada. Uma delas é a liderança nos leilões do INSS, que criam um funil de aquisição proprietário, com CAC (Custo de Aquisição de Cliente) competitivo e forte recorrência.
Desta forma, a geração de valor não decorre de um crescimento acelerado, mas da capacidade do banco de sustentar ROEs (Returno on Equity) elevados e previsíveis.
“À medida que o mercado reconhece que esse nível de rentabilidade é estrutural, e não cíclico, vemos espaço para re-rating (nosso preço‑alvo implica aproximadamente 10 vezes o P/L 2026E contra 5 vezes atualmente), o que sustenta o potencial de valorização e reforça a assimetria positiva da tese de investimento”, pontua a análise da XP.
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