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Pine conclui turnaround e ação tem potencial de 40%

Pine conclui turnaround e ação tem potencial de 40%

Follow-on recente representa um marco importante no reposicionamento do Pine, ao ampliar a flexibilidade do balanço e reforçar o colchão de capital para sustentar o crescimento

A XP Investimentos retomou a cobertura do Banco Pine (PINE4) nesta semana, reiterando recomendação de outperform (compra) e preço-alvo de R$ 22,4 por ação para o fim de 2026 — upside de aproximadamente 40% em relação ao nível atual de negociação. A retomada ocorre após o follow-on de R$ 246 milhões realizado recentemente pela instituição.

Para os analistas Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães, o movimento marca um ponto de inflexão relevante.

O follow-on recente representa um marco importante no reposicionamento do Pine, ao ampliar a flexibilidade do balanço e reforçar o colchão de capital para sustentar o crescimento“, afirmam.

Turnaround concluído

A tese da XP está ancorada em três pilares. O primeiro é a conclusão do reset estrutural do banco, com balanço mais limpo, governança mais robusta e resultados mais previsíveis. O segundo é o crédito consignado privado como principal motor de crescimento. O terceiro é a gestão disciplinada de funding e capital — agora reforçada pelo follow-on.

“O Pine praticamente concluiu seu turnaround e agora opera em uma fase mais previsível do ciclo, sustentada por um balanço mais limpo, governança mais forte e um arcabouço de risco mais disciplinado”, destacam Guttmann e Guimarães.

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Os resultados do quarto trimestre de 2025 reforçaram essa trajetória, com forte crescimento da carteira, expansão da NIM e ROE (Return on Equity) recorrente acima de 30%.

Para o primeiro trimestre de 2026, a XP projeta continuidade desse desempenho. “Esperamos mais um trimestre sólido, com ROE acima de 30%, apoiado pela continuidade do crescimento da carteira de crédito combinada a spreads saudáveis”, projetam os analistas.

Valuation descontado

O consignado privado segue como vetor central da expansão. Segundo a XP, o produto combina economia atrativa com barreiras estruturais à entrada, nas quais a complexidade operacional favorece players capazes de executar com disciplina.

“Nossa tese não depende da perpetuação de spreads em níveis de pico: esperamos normalização gradual, amplamente compensada por alavancagem operacional e ganhos de escala”, explicam.

No valuation, o desconto é evidente. O Pine negocia a cerca de seis vezes o lucro estimado para 2026, ante aproximadamente nove vezes para o setor.

“Consideramos esse múltiplo inconsistente com um perfil sustentável de ROE em torno de 25%”, concluem os analistas.

O modelo DDM da XP utiliza custo de capital próprio (Ke) de 16,8% e taxa de crescimento de longo prazo de 6%. A liquidez limitada das ações, contudo, segue como risco a ser monitorado.