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Petrobras poderá monetizar “know-how” em águas profundas no México

Petrobras poderá monetizar “know-how” em águas profundas no México

As duas empresas avançam nas negociações para um acordo de cooperação no Golfo do México

O investimento no México é uma opcionalidade de longo prazo em uma das áreas de águas profundas mais promissoras do mundo, avalia o Bradesco BBI sobre a possível parceria entre Petrobras (PETR3; PETR4) e Pemex.

As duas empresas avançam nas negociações para um acordo de cooperação no Golfo do México, com expectativa de formalizar entendimentos preliminares ainda neste mês.

Segundo a presidente mexicana, ‌Claudia Sheinbaum, uma equipe da ​estatal ⁠mexicana ​e do Ministério de ‌Energia do ‌país ​deve ‌viajar ao Brasil na próxima semana para assinar ‌um acordo inicial com a ​Petrobras.

“A ⁠equipe deve partir (do México) na ​segunda-feira”, ​disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa matinal nesta sexta-feira (19).

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A iniciativa envolve a combinação das capacidades técnicas da Petrobras em exploração offshore com o acesso da estatal mexicana a áreas relevantes de exploração. A visita do CEO da Pemex ao Brasil deve consolidar memorandos de entendimento e acordos de confidencialidade, marcando o início formal das tratativas.

“Embora estrategicamente relevante, o acordo ainda está em estágio inicial, sem compromissos definidos de investimento”, afirmam os analistas Vicente Falanga e Ricardo França.

Segundo o BBI, a ausência de detalhes concretos sobre ativos ou volumes reforça a visão de impacto limitado no curto prazo.

Potencial estratégico no Golfo do México

A análise destaca que o Golfo do México representa uma fronteira importante para expansão internacional da Petrobras, especialmente pela similaridade geológica com áreas já exploradas pela companhia no Brasil. Essa característica aumenta a probabilidade de aplicação eficiente da expertise acumulada pela estatal.

A parceria pode permitir à Petrobras monetizar seu know-how em águas profundas fora do Brasil”, dizem Falanga e França. Essa possibilidade é vista como um dos principais atrativos do projeto, especialmente em um cenário de busca por diversificação geográfica.

Além disso, a cooperação entre as duas empresas pode se estender para outras áreas, como produção, refino e biocombustíveis, ampliando o escopo estratégico da iniciativa.

Apesar do potencial, o BBI reforça que o projeto ainda não deve gerar efeitos financeiros imediatos para a Petrobras. A concretização de investimentos e início de operações dependem de etapas adicionais de avaliação técnica, regulatória e comercial.

“O impacto de curto prazo tende a ser limitado, mas a iniciativa cria opcionalidade relevante para o futuro”, apontam os analistas. Essa avaliação reflete a natureza ainda preliminar das negociações e o longo ciclo de maturação típico de projetos offshore.

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