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Petrobras pode pagar R$ 11,7 bilhões em dividendos

Petrobras pode pagar R$ 11,7 bilhões em dividendos

Analistas do Bank of America projetam Ebitda de US$ 12,8 bilhões, alta de 17% no trimestre, sustentado por Brent mais alto e produção recorde impulsionada pelo ramp-up de novas plataformas no pré-sal

A Petrobras ($PETR; PETR4) divulga na próxima segunda-feira (11) os resultados do primeiro trimestre de 2026, e as expectativas do mercado são positivas.

O Bank of America projeta Ebitda de US$ 12,8 bilhões para o período, alta de 17% frente ao quarto trimestre de 2025 e de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O relatório é assinado pelos analistas Caio Ribeiro, Leonardo Marcondes e Nicolas Barros, que mantêm recomendação de compra para o papel com preço-alvo de R$ 65.

Brent e produção como vetores do resultado

Dois fatores principais explicam a melhora projetada: o preço do petróleo e o volume de produção.

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“Estimamos um Ebitda de US$ 12,8 bilhões para o trimestre, alta de 17% sequencial e de 20% no ano, explicada principalmente pelos preços mais altos do Brent, que tiveram média de US$ 78,4 por barril no trimestre, alta de 20% frente ao 4T25, e pela maior produção de petróleo, que atingiu média de 2.584 mil barris por dia no 1T26, alta de 3% sequencial e de 16% no ano”, destacam os analistas.

O crescimento da produção foi impulsionado pelo ramp-up dos FPSOs P-78 no campo de Búzios, Alexandre de Gusmão em Mero, e Anna Nery e Anita Garibaldi nos campos de Marlim e Voador. Durante o trimestre, dez novos poços produtores entraram em operação, sendo seis no pré-sal.

Dividendos de R$ 11,7 bilhões

Além do resultado operacional, o anúncio de dividendos será acompanhado de perto pelos investidores.

“Estimamos dividendos de R$ 11,7 bilhões, ou aproximadamente US$ 2,35 bilhões, equivalente a R$ 0,91 por ação e US$ 0,36 por ADR, o que implica yield de cerca de 1,7%”, projetam Ribeiro, Marcondes e Barros.

O banco ressalva que qualquer desvio significativo em relação a essa estimativa tende a gerar reação expressiva nas ações.

Política de preços será o foco

Apesar do cenário positivo, os analistas alertam para um ponto de atenção relevante.

“Investidores devem focar nos comentários da gestão durante a teleconferência sobre a política de preços de combustíveis em meio aos preços elevados do petróleo”, afirmam os analistas.

Como destacado em relatório anterior do banco, o preço da gasolina no Brasil segue cerca de 40% abaixo da paridade internacional e está sendo vendido com crack spreads negativos — tema que pode dominar a narrativa do dia.

Compra reiterada com dividendos cada vez mais atrativos

O Bank of America reafirma a recomendação de compra para os papéis da Petrobras.

“Mantemos nossa recomendação de compra, pois vemos geração de caixa livre ao acionista e dividendos bastante atrativos para 2026 e 2027, mesmo diante do maior capex previsto para o período”, concluem Ribeiro, Marcondes e Barros.

A P-79, cuja ancoragem foi concluída em 21 de fevereiro em tempo recorde de 12 dias, deve adicionar capacidade de 180 mil barris por dia e ampliar as exportações de gás para o continente via gasoduto Rota 3 nos próximos trimestres.