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Perspectivas da bolsa em 2023: apesar do cenário desfavorável, vale investir em ações?

Perspectivas da bolsa em 2023: apesar do cenário desfavorável, vale investir em ações?

Diante do atual cenário macroeconômico, vale a pena investir no mercado de ações? Para quem quer manter a diversificação da carteira, vale!

A alta da Selic, a taxa básica de juros, e as incertezas a respeito do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva colocam as aplicações de renda fixa como as principais opções de investimentos para o começo deste ano.

Mas nem por isso a renda variável deve ser deixada de lado: as perspectivas da bolsa em 2023 seguem promissoras para o investidor cuidadoso.

Afinal, uma das palavras de ordem para qualquer investidor deve ser diversificação: jamais colocar toda a sua carteira em apenas um tipo de investimento.

Em segundo lugar, o investidor deve ter em mente que os cenários mudam a toda hora.

A Selic hoje está em 13,75% ao ano, e há consenso entre as projeções do mercado de que esse número deve começar a cair a partir de maio ou junho, fechando o ano num patamar próximo a 11,50%.

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Mas há temores de que essa queda possa ser postergada, e que pode até haver novas altas antes disso, caso existam sinais de problemas fiscais no novo governo que possam aumentar a pressão inflacionária.

Isso, por sua vez, mexeria com outro setor da renda variável, o câmbio.

“Os juros e o câmbio são as variáveis mais afetadas no curto prazo, pelo mercado ou por efeito das medidas fiscais nos preços dos ativos. Uma política muito expansionista, que aumente o risco da dívida, aumenta o risco país e o risco país é uma das variáveis que colocamos no nosso modelo de projeção para analisar a taxa de câmbio”, explica Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset.

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Ok, mas e a bolsa nisso tudo?

A B3 teve um ano complicado em 2022, com muita volatilidade impulsionada por um cenário de incerteza que incluiu: 

  • alta dos juros, iniciada desde 2021 e mantida até o início do segundo semestre, quando a Selic chegou a 13,75%;
  • guerra entre Rússia e Ucrânia, que desestabilizou os preços de commodities, especialmente de energia, e pressionou a inflação ao redor do mundo;
  • instabilidade causada pelo cenário eleitoral.

O Ibovespa teve valorização de 4,69%, abaixo da inflação do período, fechando em torno de 109 mil pontos. Mas o índice chegou a passar de 120 mil pontos em março, e foi abaixo dos 100 mil pontos em julho.

“Se ficar claro que há condições para que os juros comecem a cair, com inflação em queda e tendendo à meta, as ações vão reagir”, projeta Luís Moran, head da EQI Research.

Em seu relatório Estratégia Brasil 2023, o banco BTG Pactual (BPAC11) faz projeção similar.

“De maneira geral, a situação atual aponta para um cenário mais desafiador para as principais premissas que utilizamos em nosso exercício. As taxas reais de longo prazo estão nos níveis mais altos desde 2018 as projeções de crescimento do PIB são, no mínimo, pessimistas e o pacote fiscal expansionista aprovado pelo Congresso pode pressionar a inflação. Dito isso, dado o quão baratas estão as ações brasileiras, melhorias marginais nas principais variáveis podem ser suficientes para indicar algum potencial de valorização”, diz o texto.

O banco aponta como expectativa para o Ibovespa, principal índice da bolsa, algo em torno de 111 mil pontos ao longo de 2023. Mas há casas mais otimistas, com projeção entre 120 e até 150 mil pontos para este ano.

Estatais dos Estados podem ser um bom caminho

Para quem estiver disposto a seguir na bolsa, Luís Moran, da EQI Research, dá a pista.

“Dadas as incertezas do ambiente, o foco deve ser na seleção de ações de empresas com capacidade de geração de caixa resiliente e capacidade de repassar aumentos de custos”, diz.

Diante do aviso do presidente eleito Lula de que o governo federal não fará mais privatizações, vale olhar para algumas empresas estaduais que podem passar por processos de desestatização, como a Sabesp (SBSP3).

Vale ainda ficar de olho no cenário macroeconômico nacional e internacional. Se confirmadas as expectativas de queda de juros a partir do fim do primeiro semestre e consequente expansão de crédito, vale ficar de olho nas companhias de varejo.

Mas é preciso cuidado para tentar antecipar movimentos. Por exemplo, fazer apostas altas no setor educacional, que foi amplamente beneficiado pelos governos petistas anteriores por ações como o Prouni, pode ser arriscado.

“As condições são diferentes. Os riscos relacionados com casos de investimentos que dependem principalmente de uma ação governamental são normalmente muito elevados”, alerta Moran.

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