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Papel e celulose: o que esperar do primeiro trimestre? Confira

Papel e celulose: o que esperar do primeiro trimestre? Confira

A valorização das moedas locais frente ao dólar aparece como principal fator negativo

A temporada de resultados do setor de papel e celulose para o primeiro trimestre de 2026 deve vir marcada por pressão cambial e desempenho operacional mais fraco, segundo análise do Banco Safra. A valorização das moedas locais frente ao dólar aparece como principal fator negativo, reduzindo a competitividade das exportações e comprimindo margens das companhias.

De acordo com o relatório, o cenário deve afetar de forma desigual as principais empresas do setor. Enquanto algumas tendem a apresentar leve resiliência operacional, outras devem registrar quedas mais expressivas nos resultados, especialmente na comparação trimestral.

Pressão cambial

A Suzano (SUZB3) deve ser um dos destaques negativos do período. O Safra projeta Ebitda de cerca de R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre, queda de 22% frente ao trimestre anterior e abaixo das expectativas do mercado. O desempenho deve ser impactado por menores volumes de celulose vendidos e pela valorização do real, que deve anular o efeito positivo da alta dos preços internacionais.

Além disso, a companhia deve enfrentar aumento de custos, tanto operacionais quanto relacionados a paradas de manutenção em importantes unidades industriais, o que reforça a pressão sobre as margens no período.

Resultados pressionados

Para a Klabin (KLBN11), a expectativa também é de retração. O banco projeta Ebitda de R$ 1,68 bilhão, com queda de 6% na comparação trimestral. O principal fator de pressão deve ser a redução da receita por tonelada, influenciada pelo câmbio e pela queda nos preços de alguns produtos, como fluff e cartões revestidos.

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Apesar disso, a empresa deve apresentar algum alívio do lado de custos, beneficiada por menor número de paradas de manutenção, o que ajuda a mitigar parcialmente o impacto negativo sobre a rentabilidade.

Destaques mistos

No caso da Dexco (DXCO3), o desempenho deve ser ligeiramente positivo, com avanço marginal do Ebitda. O segmento de madeira (Wood) tende a se manter estável, com preços mais elevados compensando a queda de volumes e o aumento de custos.

Já a divisão Deca deve apresentar melhora, sustentada por reajustes de preços e leve crescimento de volumes. Por outro lado, o segmento de revestimentos ainda deve operar em patamar deprimido, refletindo a fraqueza da demanda.

Na CMPC, a expectativa é de leve crescimento no Ebitda, impulsionado principalmente pelo segmento de biopackaging. Esse avanço deve compensar o desempenho mais fraco das divisões de celulose e Softys, que ainda enfrentam pressão de volumes e custos.

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