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Panvel registra crescimento sólido, mas fica abaixo das projeções

Panvel registra crescimento sólido, mas fica abaixo das projeções

O EBITDA ficou 3% aquém da projeção do banco, enquanto o lucro líquido veio 9% abaixo do estimado

A Panvel (PNVL3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com resultados consistentes, mas ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas do Bradesco BBI. O EBITDA ficou 3% aquém da projeção do banco, enquanto o lucro líquido veio 9% abaixo do estimado — números que, apesar do desempenho positivo em diversas frentes, frustraram marginalmente o mercado.

A receita, no entanto, apresentou desempenho robusto. As vendas no varejo cresceram 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, em linha com as projeções, puxadas principalmente por medicamentos de marca e genéricos. O indicador MSSS — que mede o crescimento das vendas em lojas maduras — avançou 11,6% na comparação anual, mantendo o mesmo ritmo registrado no 4T24.

A margem EBITDA consolidada subiu 0,6 ponto percentual na base anual, chegando a 6,2%, beneficiada pela descontinuação do segmento de atacado. Ainda assim, o número ficou 0,2 ponto percentual abaixo do esperado, pressionado por despesas operacionais mais elevadas do que o projetado.

Geração de caixa surpreende

Um dos pontos de destaque do trimestre foi a geração de caixa. O FCFE — fluxo de caixa livre ao acionista — surpreendeu positivamente, totalizando R$ 30 milhões, bem acima da projeção de R$ 5 milhões do Bradesco BBI. O ciclo de caixa também melhorou nove dias em relação ao ano anterior, sustentado pela redução de estoques.

O Bradesco BBI destaca ainda a evolução do canal digital, que ampliou sua penetração para 28,6% das vendas — avanço de 6,7 pontos percentuais —, e o ganho de participação de mercado na região Sul, onde a Panvel atingiu 12,7% de market share, crescimento de 0,8 ponto percentual na base anual. O mix de produtos também evoluiu favoravelmente, com maior contribuição de itens de marca, genéricos e serviços, além do avanço das marcas próprias.

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Mesmo sob pressão das vendas de medicamentos para obesidade da classe GLP-1, o EBITDA do varejo se manteve estável, apoiado por estratégias comerciais da companhia.

Apesar do trimestre bem executado, o Bradesco BBI mantém visão neutra para o papel. O banco aponta que as ações PNVL3 negociam a 11,8 vezes o lucro estimado para 2026 e 9,1 vezes para 2027 — um valuation considerado relativamente exigente, somado à baixa liquidez do papel na bolsa.

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