A Oi (OIBR3) aceitou uma nova proposta de financiamento DIP (debtor in possession), no valor de US$ 400 milhões, que vai substituir a oferta realizada pelo BTG Pactual (BPAC11) celebrada com a empresa de telefonia em setembro, no valor de US$ 275 milhões.
A empresa informou ter aceitado a proposta, após longas negociações, por ter obtido uma liquidez adicional de US$ 125 milhões em relação à oferta anterior, além de melhoria das condições financeiras, o que permite satisfazer suas necessidades de capital de giro de curto prazo.
A Oi (OIBR3) ainda prepara seu plano definitivo de recuperação judicial. A empresa está até março em stay period, ou seja, protegida de ações de execução, enquanto tenta ajustar as demandas de cerca de 160 mil credores. Nos resultados do terceiro trimestre de 2023, em novembro, a companhia informou um endividamento líquido de R$ 22,709 bilhões.
As novas condições do financiamento DIP preveem juros de 12,5% ao ano, sendo 5,5% PIK e 7% caixa, pagos mensalmente, em dólares norte-americanos ou o equivalente em real, com vencimento em 15/12/2024. Como garantia, a empresa oferece 95% de suas ações na V.tal – Rede Neutra de Telecomunicações.
A Oi (OIBR3) informou ainda ter chegado a um acordo consensual com o BTG Pactual, que concordou em renunciar à cobrança da taxa de rescisão prevista no seu instrumento de financiamento, que será então encerrado de maneira também consensual. A empresa diz que a conclusão da proposta ainda depende de autorização pela Vara Empresarial do Rio, que analisa o processo de recuperação judicial.