A XP Investimentos revisou sua tese sobre o Nubank (NU; ROXO34), elevando a recomendação das ações de neutra para compra nesta segunda-feira (30). A mudança reflete uma visão otimista para o biênio 2026-2027, fundamentada em uma execução operacional robusta e um cenário macroeconômico favorável.
Segundo os analistas Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, há uma combinação atrativa de oportunidades de crescimento estrutural, maior visibilidade de resultados e um valuation pouco exigente”.
O otimismo para o próximo ano é ancorado em catalisadores que devem aumentar o poder de compra das famílias brasileiras.
De acordo com o relatório, “olhando para 2026, um cenário macro com catalisadores, sustentado pelo aumento da renda disponível decorrente de um mercado de trabalho mais apertado e da reforma do imposto de renda, deve permitir a expansão do crédito, ainda que de forma cautelosa”.
Pilares de crescimento
Nesse contexto, o banco digital planeja avançar em linhas de menor risco. Conforme destacam Guttmann, Guimarães e Meneghetti, “os empréstimos consignados, tanto do INSS quanto do setor privado, surgem como uma via oportuna para escalar crédito de menor risco, com ROEs normalizados em torno de 30%”.
Outro pilar da tese de crescimento é o segmento de pequenas e médias empresas.
Os analistas pontuam que “o segmento de PMEs representa uma fronteira de crescimento relevante e ainda pouco penetrada, com um TAM (Mercado Total Endereçável) de crédito estimado em cerca de R$ 730 bilhões”, onde o banco pode usar sua vantagem em dados para crescer com lucro.
No plano internacional, a unidade mexicana tem mostrado vigor, visto que “o México vem ganhando escala mais rapidamente do que o esperado, com boa qualidade de ativos, aproximação do breakeven e um caminho claro para normalização de margens”.

Desempenho das ações
A queda recente de 20% nas ações criou uma assimetria favorável, já que os fundamentos do negócio permanecem intactos, pontua a análise. A corretora estabeleceu um preço-alvo de US$ 21,00 para o final de 2026. O potencial de valorização é de aproximadamente 55%.
Por fim, a XP ressalta que vê o nível atual da ação como um ponto de entrada atrativo “em um negócio que segue combinando múltiplos motores de crescimento com elevada rentabilidade estrutural”.
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