Novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) entraram em vigor nesta quarta-feira (22). Entre as novidades, está o aumento do acesso ao financiamento, além dos valores máximos dos imóveis que podem ser financiados pelo programa.
Isso pode beneficiar empresas de construção que atuam diretamente com o programa. Até porque no primeiro trimestre deste ano, as empresas residenciais registraram um período considerado positivo, de acordo com avaliação do banco Safra.
“Juros elevados e tensões geopolíticas no Oriente Médio aumentaram a cautela no mercado. Ainda assim, a maior parte das companhias reportou números operacionais resilientes no primeiro trimestre”, afirmou trecho do relatório.
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Baixa renda: vetor de sustentação
O banco de investimentos avaliou que o principal vetor de sustentação dessas companhias veio do segmento de baixa renda. A melhora na acessibilidade para os compradores manteve o ritmo de expansão das vendas, enquanto o médio e alto padrão continuaram a mostrar boa absorção de lançamentos. Ao mesmo tempo, as vendas de estoque seguiram firmes, apesar das condições mais restritivas de financiamento, conforme reporta o relatório.
“Por outro lado, o aumento dos estoques começou a pesar sobre a velocidade de vendas. Esse movimento já aparece com mais clareza entre as empresas com atuação em segmentos de renda mais alta”, diz trecho do documento.
Destaques positivos
Entre os destaques positivos citados pelo Safra está a Tenda (TEND3), que apresentou o desempenho mais forte. A companhia superou as projeções de vendas e entregou expansão anual de 41%.
A Direcional (DIRR3) também mostrou números ligeiramente acima do esperado, com melhora na velocidade de vendas e avanço da geração recorrente de caixa em relação ao trimestre anterior, segundo informou o Safra.
O Safra segue confiante na dinâmica operacional das empresas de baixa renda. A expectativa do banco se apoia na nova rodada de incentivos do programa Minha Casa, Minha Vida.
“Esse cenário pode levar a acessibilidade a níveis recordes no segmento. Além disso, tende a ajudar as construtoras a compensar uma eventual pressão de custos ligada à alta do petróleo e do frete”, diz trecho do relatório.






