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Netflix lucra US$ 3,4 bi no 2ºTRI, mas ações caem mais de 8% após balanço

Netflix lucra US$ 3,4 bi no 2ºTRI, mas ações caem mais de 8% após balanço

O resultado corresponde a um lucro de US$ 0,80 por ação, acima da expectativa média de US$ 0,79 dos analistas

A Netflix (NFLX; NFLX34) registrou lucro líquido de US$ 3,40 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 8,8% em relação aos US$ 3,13 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. O resultado corresponde a um lucro de US$ 0,80 por ação, acima da expectativa média de US$ 0,79 dos analistas consultados pela LSEG. Apesar dos números sólidos, as ações da gigante do streaming caíram mais de 8% nas negociações após o fechamento do mercado na quinta-feira, em meio à atenção dos investidores sobre as perspectivas de crescimento, publicidade e engajamento da plataforma.

A receita da empresa alcançou US$ 12,56 bilhões entre abril e junho, crescimento de 13% na comparação anual e praticamente em linha com as projeções do mercado, que esperava US$ 12,59 bilhões. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da base de assinantes, pelos reajustes de preços implementados neste ano e pela expansão das receitas com publicidade.

Com os resultados do primeiro semestre, a Netflix manteve suas perspectivas para 2026 e refinou a projeção de receita anual para um intervalo entre US$ 51 bilhões e US$ 51,4 bilhões. A empresa também reiterou a expectativa de margem operacional de 31,5% no ano.

Netflix projeta receita de US$ 12,86 bi

Para o terceiro trimestre, a plataforma projeta receita de US$ 12,86 bilhões, lucro líquido de US$ 3,45 bilhões e margem operacional de 33,2%.

Um dos principais temas acompanhados por investidores continua sendo o nível de engajamento dos usuários. A Netflix classificou o consumo de conteúdo como “saudável” e informou que seus assinantes assistiram a mais de 97 bilhões de horas de filmes, séries e outros programas durante o primeiro semestre de 2026. A empresa destacou que eventos ao vivo tiveram papel importante para atrair audiência e ampliar o tempo de permanência dos usuários na plataforma.

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No primeiro semestre, as horas assistidas cresceram 2% em relação ao mesmo período de 2025, superando a alta de 1,5% registrada no ano anterior, mesmo diante da concorrência por audiência representada pelos Jogos Olímpicos de Inverno e pela Copa do Mundo.

Durante a teleconferência com analistas, o tema do engajamento dominou boa parte das perguntas. O co-CEO Greg Peters afirmou que o número de horas assistidas, isoladamente, não determina o desempenho financeiro da companhia.

“Não existe uma relação linear entre horas de visualização, receita e lucro, porque nem todas as horas são iguais”, afirmou o executivo.

Já o co-CEO Ted Sarandos rebateu preocupações sobre uma suposta queda de audiência entre a primeira e a segunda temporada de séries da plataforma. Segundo ele, não houve mudanças relevantes no comportamento do público nem na estratégia de lançamento dos conteúdos.

A Netflix também anunciou mudanças na divulgação de seus dados de audiência. Após publicar nesta semana o relatório “O que Assistimos”, com dados referentes ao primeiro semestre de 2026, a companhia informou que o documento passará a ser divulgado apenas uma vez por ano, sempre no primeiro trimestre, a partir de 2027. Segundo a empresa, o objetivo é separar essas informações dos resultados financeiros e concentrar a atenção do mercado em indicadores como receita, lucro e geração de caixa.

Entre os destaques do catálogo, a série original I Will Find You, baseada na obra de Harlan Coben, tornou-se a estreia mais assistida da Netflix em 2026 até o momento. Já a animação Swapped caminha para se tornar o segundo filme original de animação mais visto da história da plataforma.

A empresa também informou que continua ampliando sua oferta de entretenimento com novos formatos, incluindo podcasts em vídeo, conteúdos produzidos por criadores digitais, como Danny Go! e Salish & Jordan Matter, além de jogos em nuvem para televisão.

Segundo a companhia, os reajustes de preços implementados no início deste ano tiveram desempenho dentro das expectativas e produziram resultados semelhantes aos observados em aumentos anteriores.

A Netflix destacou ainda que vem intensificando o uso de inteligência artificial para personalizar recomendações aos assinantes, aprimorar sua plataforma de publicidade e aumentar a eficiência na produção de filmes e séries.

No trimestre, o lucro operacional alcançou US$ 4,19 bilhões, ante US$ 3,78 bilhões um ano antes, enquanto a margem operacional ficou em 33,4%, em linha com as projeções da companhia. A geração de caixa operacional somou US$ 1,74 bilhão e o fluxo de caixa livre atingiu US$ 1,53 bilhão.

Para a empresa, a estratégia permanece concentrada em três pilares: ampliar o valor entregue aos assinantes, utilizar tecnologia para melhorar continuamente a experiência da plataforma e expandir as oportunidades de monetização em um mercado de entretenimento cada vez mais competitivo.

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