A Natura (NATU3), em operação coordenada pelo UBS BB, divulgou a emissão de debêntures vinculadas a metas de sustentabilidade (Sustainability-Linked Bond, SLB) no valor de R$ 700 milhões. Segundo levantamento do UBS BB, trata-se da primeira debênture corporativa emitida no Brasil alinhada ao Sustainable Bonds for Nature: A Practitioner’s Guide, da ICMA (International Capital Market Association), estabelecido em 2025.
A emissão está vinculada a um indicador que mede, em peso, a participação de plástico sustentável no total de plástico utilizado nas embalagens elegíveis de produtos acabados das marcas Natura e Avon nas operações da companhia. Esse indicador é definido como a soma de plástico reciclado pós-consumo (PCR) e de plástico de fonte renovável elegível. Partindo de 21% em 2022, a Natura se compromete a alcançar 43% em 2028 e 46% em 2029. A companhia mantém, ainda, a meta pública de chegar a 50% em 2030.
De acordo com a Natura, o anúncio consolida a evolução da estratégia de finanças sustentáveis da Natura, iniciada em 2021 com a emissão do seu primeiro SLB (Sustainability-Linked Bond) atrelado a metas de inclusão de plástico reciclado pós-consumo (PCR) nas embalagens da marca (ou da empresa). A empresa superou antecipadamente a meta de alcançar 25% de PCR até 2026, atingindo 30% em 2025.
Emissão atrelada a indicadores socioambientais
No mesmo ano, a Natura também realizou uma emissão pioneira focada no uso de bioingredientes amazônicos. Agora, com o novo título em parceria com o BB, a companhia avança no compromisso de ter 100% de suas emissões atreladas a indicadores socioambientais, atingindo a marca de 65%. Esse movimento representa mais uma evolução na agenda de finanças sustentáveis da Natura: além de oficializar o alinhamento ao guia da ICMA para títulos com foco em natureza, amplia a abordagem de circularidade da marca ao reduzir a dependência de plástico fóssil virgem.
“Com o lançamento da nossa Visão 2050, nos comprometemos a ser uma empresa 100% regenerativa até 2050. Para isto, 100% dos plásticos de nosso portfólio terão origem renovável e serão compostáveis. Assim, ao vincular as condições financeiras da emissão a metas mensuráveis de plástico sustentável, transformamos uma prioridade material de circularidade em compromisso financeiro”, diz Silvia Vilas Boas, CFO da Natura.
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“Esta emissão de nature bond demonstra como sustentabilidade, operações e finanças podem convergir em um único instrumento. Ao conectar seu compromisso com a circularidade a uma estrutura inovadora, a Natura reafirma de forma coerente e pioneira o alinhamento entre sua estratégia de negócio e sua visão de regeneração de longo prazo”, Frederic de Mariz, Head of Sustainable Markets Advisory Americas, UBS BB.
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