A Movida (MOVI3) divulgou números preliminares positivos para o primeiro trimestre de 2026, superando estimativas da XP Investimentos e o próprio guidance da companhia. O lucro líquido atingiu R$ 125 milhões — alta de 59% na comparação anual e 11% acima da projeção da XP. Os analistas Pedro Bruno, João Ramiro e Ruan Argerton reiteraram a recomendação de outperform (compra) para o papel.
“Destacamos a continuidade de um sólido ambiente operacional, com Ebitda 17% maior na comparação anual, impulsionado pelo foco contínuo da companhia em ajustes de preços combinado com demanda resiliente no segmento de aluguel de carros”, afirmam os analistas.
Locação puxa receita e Seminovos surpreende
A receita bruta totalizou R$ 4,1 bilhões no trimestre, crescimento de 7% na comparação anual e 3% na trimestral. O segmento de Locação foi o principal motor, com receita de R$ 2,5 bilhões — alta de 18% anual e 11% trimestral. Já o segmento de Seminovos registrou receita de R$ 1,6 bilhão, queda de 7% na comparação anual, mas estável na trimestral.
O Ebitda consolidado somou R$ 1,6 bilhão, com avanço de 17% anual e 5% trimestral, ficando 1% acima da estimativa da XP. O Ebitda de Locação atingiu R$ 1,5 bilhão, com margem de 69,9%. O de Seminovos somou R$ 18 milhões, com margem de 1,1%.
“As margens de Ebitda de Seminovos estáveis reforçam a confiança nas premissas conservadoras de depreciação adotadas pela administração”, destacam Bruno, Ramiro e Argerton.
Lucro acima do guidance
O lucro líquido de R$ 125 milhões ficou 4% acima do ponto médio do guidance da Movida, que previa entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões. Na comparação trimestral, o avanço foi de 22%.
A alavancagem permaneceu praticamente estável em 2,65 vezes na comparação trimestral. Considerando os R$ 690 milhões já subscritos no aumento de capital privado em andamento, o índice recua para 2,54 vezes.
“Vemos sinais positivos de desalavancagem à frente, apoiados por operações robustas somadas ao aumento de capital em andamento”, projetam os analistas.
Para a XP, o resultado reflete três pilares: “disciplina elevada em preços no segmento de Locação, margens de Seminovos estáveis em contexto de depreciação praticamente constante e sinais positivos de desalavancagem”, concluem Pedro Bruno, João Ramiro e Ruan Argerton.
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