O Magazine Luiza (MGLU3) e o IRB Brasil (IRBR3) são duas empresas que atuam em segmentos diferentes, mas que estão tendo algo em comum: as ações completamente descontadas.
A primeira sofre o impacto que o segmento de varejo vem sofrendo desde a pandemia do novo coronavírus e, na sequência, sente a pressão das varejistas online, principalmente as chinesas.
Já a segunda entrou em uma espécie de “carma” desde que ingerências vieram à tona, com destaque para uma informação incorreta envolvendo o megainvestidor Warren Buffett.
Isso porque ex-executivos divulgaram comunicado afirmando que Buffett havia se tornado acionista da companhia, algo que não aconteceu.
Por conta disso, outros problemas de ordem administrativa e financeira se tornaram ainda mais evidentes, o que fez com que os acionistas “corressem” para longe dos papéis do IRB.
Para se ter ideia do impacto, a ação IRBR3 reporta queda de quase 43% no período de um ano, enquanto a ação MGLU3 desaba quase 30% no período de seis meses.
Ambas as companhias devem divulgar seus balanços corporativos referentes no segundo trimestre de 2023 na próxima semana – de 14 a 18 de agosto — e o mercado está atento ao resultado destas empresas.
A razão é que elas já foram as queridinhas dos investidores em um passado nem tão longe assim, e os entusiastas aguardam o ponto de virada.
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Magalu (MGLU3) e IRB (IRBR3)
Levantamento do InvestingPRO, ferramenta de análise fundamentalista do br.investing.com, mostra que as ações de ambas as companhias estão abaixo do que seria seu preço-justo.
O recurso indica que, apesar do potencial de valorização, tanto a varejista como o ressegurador têm situação financeira que exige atenção.
A plataforma mostra que a cotação de MGLU3 acumula uma queda de 89,6% entre o pico de sua valorização, em 7 de novembro de 2020, e a última quinta-feira (10), segundo cálculo do preço de fechamento da ação ajustado para desdobramento.
Segundo o InvestingPRO, diante dessa baixa, os papéis da varejista têm um potencial de valorização de 41,5% em relação ao que seria seu preço-justo. E também se encontram abaixo da média de preço-alvo dos analistas.
A ferramenta calcula que o preço-justo médio para a ação com base nos indicadores financeiros divulgados pela empresa seria de R$ 4,03.
Também traz que, assim, o papel teria um upside de 41,5% em relação ao preço de fechamento do pregão de quinta-feira (10). A incerteza sobre essa previsão é classificada como “média” diante dos dados disponíveis.
Em relação ao preço-alvo, a média da opinião de 12 analistas compilada pela ferramenta aponta para R$ 4,38.

Análise do ressegurador
Ainda de acordo com o InvestingPro, os rumores de irregularidades, posteriormente confirmados, levaram a cotação do IRB Brasil a enfrentar um mergulho de quase 84% em pouco menos de dois meses.
O cálculo realizado pela plataforma indica alto potencial de valorização das ações.
“Vale observar que mesmo após o processo de reestruturação pelo qual a empresa passou, sua saúde financeira é delicada, e esse é um risco que deve ser levado em conta pelos investidores”, destacou.
E disse mais: “o preço-justo projetado é de R$ 57,94, significativamente abaixo do preço de fechamento de quinta-feira (10), o que representa um upside de 48,3%.
Já o preço-alvo médio dos analistas (R$ 35,67) encontra-se ligeiramente abaixo do preço de fechamento do dia 10/8 (R$ 39,08).

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