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Metalúrgica Gerdau lucra R$ 1,464 bi no 2º trimestre, alta de 69,7%

Metalúrgica Gerdau lucra R$ 1,464 bi no 2º trimestre, alta de 69,7%

Receita líquida somou R$ 17,871 bilhões, com avanço de 2,0% na comparação anual mesmo com o dólar 10,9% mais barato

A Metalúrgica Gerdau (GOAU3; GOAU4) fechou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 1,464 bilhão, salto de 69,7% sobre o mesmo período do ano passado e de 44,7% ante o trimestre anterior. O lucro por ação subiu a R$ 0,39.

O Ebitda ajustado alcançou R$ 3,426 bilhões, avanço de 33,9% em doze meses, com margem de 19,2% — 4,6 pontos percentuais acima do 2º trimestre de 2025. A receita líquida ficou em R$ 17,871 bilhões, alta de 2,0%, e as vendas de aço somaram 2,9 milhões de toneladas, 3,0% a mais.

“Crescimento sequencial em todos os segmentos reportáveis”, registrou a administração na mensagem que abre o relatório.

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O peso da operação americana

A geografia explica boa parte do resultado. Brasil e América do Norte tiveram participações parecidas no volume embarcado, mas a operação norte-americana respondeu por cerca de 56% da receita líquida e 74% do Ebitda ajustado consolidado. Foram R$ 2,600 bilhões de Ebitda na região, com margem de 25,7%, ante 17,9% um ano antes.

Por lá, os embarques cresceram 7,3% e a carteira de pedidos em aços longos comuns segue acima de 100 dias, o maior patamar desde 2021.

Nos aços especiais, a oferta mais restrita levou o volume ao melhor nível desde o 2º trimestre de 2019, ainda que a demanda permaneça abaixo da média histórica fora do setor automotivo.

No Brasil, recuperação parcial

A operação brasileira entregou Ebitda ajustado de R$ 705 milhões, 22,0% acima do 1º trimestre, mas 19,6% abaixo de um ano atrás, com margem de 10,5%. A receita local caiu 8,6% em doze meses, pressionada pelos preços realizados.

Um dado chamou atenção no período: as importações de aço recuaram mais de 30%, a primeira retração desde 2022, embora a penetração média ainda esteja em 22,5% no semestre. A América do Sul somou R$ 205 milhões de Ebitda, alta de 37,4%.

Na frente financeira, a dívida bruta encerrou junho em R$ 13,558 bilhões, queda de 25,1% em um ano, e a alavancagem caiu a 0,69 vez o Ebitda. O fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 235 milhões, contra R$ 774 milhões negativos no 2º trimestre de 2025.

A companhia investiu R$ 1,008 bilhão em capex, aprovou R$ 145,5 milhões em dividendos e já executou 22% do programa de recompra de 2026, com payout de 33,6% no trimestre.