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Marfrig (MRFG3) pode ter aumento de capital de até 500 milhões de ações

Marfrig (MRFG3) pode ter aumento de capital de até 500 milhões de ações

A Marfrig (MRFG3) pode ter aumento de capital de até 500 milhões de ações, conforme documento encaminhado ao mercado. De acordo com o documento, a gestora saudita SALIC pretende subscrever 250 milhões de ações e, em contrapartida, a Marfrig deverá subscrever o mesmo tanto. Entretanto, o informe destaca que os preços das novas ações devem […]

A Marfrig (MRFG3) pode ter aumento de capital de até 500 milhões de ações, conforme documento encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, a gestora saudita SALIC pretende subscrever 250 milhões de ações e, em contrapartida, a Marfrig deverá subscrever o mesmo tanto.

Entretanto, o informe destaca que os preços das novas ações devem ser fixados em R$ 9,00, e a oferta será exclusivamente primária e destinada somente para acionistas da BRF (BRFS3). Ela é direcionada a investidores profissionais.

Gráfico mostra a ação MRFG3 na Bolsa.

Marfrig (MRFG3): aumento de capital

A Marfrig destacou, no fato relevante, que que o movimento não deve ser visto como uma garantia de que a oferta está confirmada.

“Ainda é necessária as aprovações societárias da BRF, além de aprovações exigidas pela legislação aplicável.

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Vale lembrar que no primeiro trimestre de 2023 a Marfrig reportou prejuízo líquido de R$ 634 milhões, revertendo lucro líquido de R$ 109 milhões em igual etapa de 2022.

De acordo com o balanço, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 1,498 bilhão, queda anual de 45,5%. Isso levou a uma queda da margem Ebitda de 7,6 p.p. (pontos percentuais), para 4,7%.

Já a receita líquida somou R$ 31,757 bilhões no período, alta de 42,2% na comparação com igual etapa de 2022, explicado pela consolidação dos resultados da BRF no trimestre.

SALIC

A gestora Saudi Agricultural and Liverstock Investiment (Salic), fundada pelo rei da Arábia Saudita, tornou-se acionista minoritária do Grupo Minerva, conforme negócio fechado em 2015.

Na ocasião, a transação havia envolvido a compra de 19,95% de participação da companhia (cerca de 48 milhões de ações) por R$ 746 milhões.

Em documento divulgado, à época, a operação envolvendo a compra da fatia minoritária da Minerva foi feita pelo veículo de investimento da Salic em Londres.

Pelo acordo de acionistas, a Salic entrou na sociedade da holding VDQ (Vilela de Queiroz), que pertence à família fundadora do grupo, e terá três dos 10 assentos no conselho da companhia.

O acordo de acionistas é válido por dez anos. O grupo Minerva, da família Vilela, foi assessorado pelo Itaú BBA e a Salic pelo UBS.

Bolsa

Por volta das 14h15 desta quarta-feira (31) a ação MRFG3 subia 3,68%, cotado a R$ 6,48. O BTG Pactual (BPAC11) tem recomendação neutra para o papel, com preço-alvo em R$ 10.