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Lucro líquido do Bradesco cai mais de 10%; entenda

Lucro líquido do Bradesco cai mais de 10%; entenda

O desempenho foi sustentado principalmente pela expansão da margem financeira e pela evolução do resultado operacional

O Bradesco (BBDC4) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido contábil de R$ 5,03 bilhões, resultado 13,3% inferior ao registrado no mesmo período de 2025 e 22,3% abaixo do quarto trimestre do ano passado.

Apesar da retração no lucro contábil, o banco apresentou crescimento nas principais linhas operacionais. O lucro líquido recorrente somou R$ 6,811 bilhões entre janeiro e março, avanço de 16,1% na comparação anual e de 4,5% frente ao quarto trimestre de 2025.

O desempenho foi sustentado principalmente pela expansão da margem financeira e pela evolução do resultado operacional. A margem financeira total alcançou R$ 20,051 bilhões no trimestre, crescimento de 16,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 4,2% ante o trimestre imediatamente anterior.

Fonte: Bradesco

Margem com clientes

Dentro desse segmento, a margem com clientes atingiu R$ 19,498 bilhões, alta anual de 16,3%, refletindo a expansão das receitas com crédito e spreads bancários. Já a margem com mercado somou R$ 553 milhões, avanço de 19,7% na comparação anual.

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Por outro lado, as despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) seguiram pressionando os resultados. As despesas de PDD expandida totalizaram R$ 9,667 bilhões no trimestre, aumento de 26,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mesmo com o avanço das provisões, a margem financeira líquida cresceu 8,3% em um ano, para R$ 10,384 bilhões. A margem com clientes líquida também avançou 7,7%, alcançando R$ 9,831 bilhões.

Resultados da operação de seguros

O resultado das operações de seguros, previdência e capitalização somou R$ 6,384 bilhões, crescimento anual de 20,4%, reforçando a contribuição das áreas não bancárias para o desempenho consolidado do grupo.

As receitas de prestação de serviços atingiram R$ 10,373 bilhões no trimestre, alta de 6,2% na comparação anual. Já as despesas operacionais cresceram 7,8%, totalizando R$ 16,178 bilhões.

As despesas com pessoal avançaram 4,7%, para R$ 7,019 bilhões, enquanto as outras despesas administrativas cresceram 6,2%, somando R$ 5,592 bilhões. As despesas tributárias também aumentaram, encerrando o período em R$ 2,369 bilhões, alta de 9,4%.

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