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Investidores revelam sua preferência por uma ação do setor imobiliário

Investidores revelam sua preferência por uma ação do setor imobiliário

Rotação para baixa renda ganha força entre gestores diante de juros altos e deterioração da acessibilidade no segmento de média e alta renda

A Tenda (TEND3) é o principal consenso entre os investidores no setor imobiliário brasileiro. A leitura é da XP Investimentos, que realizou um Non-Deal Roadshow (NDR) no Rio de Janeiro nos dias 25 e 26 de maio com gestores e investidores do setor.

O sentimento geral aponta para uma rotação defensiva em direção ao segmento de baixa renda, à medida que o cenário de juros elevados por mais tempo pressiona a demanda no segmento de média e alta renda.

A XP saiu do encontro com uma visão mais cautelosa para o topo da pirâmide habitacional e com a percepção de que a preferência por baixa renda deve persistir no curto prazo.

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Tenda lidera preferências com execução mais sólida

A Tenda se consolidou como a escolha mais citada entre os participantes do roadshow. A comunicação da gestão sobre inflação de custos e provisões — com percentual em torno de 11% e conservadorismo adicional embutido — foi bem recebida, reforçando a percepção de maior resiliência em relação a ciclos anteriores.

A discussão sobre o papel começa a incorporar normalização de resultados e geração de caixa, com dividendos ganhando relevância na tese de investimento. O controle operacional mais consistente sustenta a visibilidade de margens e reduz os riscos de surpresas negativas.

Direcional e Cury dividem opiniões; Cyrela atrai interesse seletivo

O debate entre Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) reflete um trade-off claro: crescimento com mais opcionalidade versus visibilidade de execução já consolidada. A Direcional foi destacada pela confiança da gestão no controle de custos e por alavancas ainda não totalmente precificadas, como melhora de vendas e crescimento via parcerias.

A Cury, por outro lado, segue vista como best-in-class, com crescimento forte e geração de caixa consistente, embora com menor upside operacional dado o nível já elevado de execução.

A Cyrela (CYRE3) aparece com interesse mais seletivo, apoiado pelo valuation atrativo e pela exposição ao segmento de baixa renda via Vivaz, mas investidores ainda aguardam melhor timing para ampliar posição.

Média e alta renda sob pressão

O sentimento para o segmento de média e alta renda segue negativo. Os investidores destacaram o risco de um pouso mais brusco na demanda, à medida que a piora na acessibilidade — pressionada pelos juros elevados — comprime volumes e aumenta a incerteza em um cenário macroeconômico ainda sem visibilidade clara.

A disposição para aumentar exposição no segmento segue limitada, com posicionamentos mais leves e postura de espera predominando entre os gestores.

A XP avalia que essa dinâmica deve continuar enquanto o ambiente de juros permanecer restritivo, favorecendo nomes com maior previsibilidade operacional e menor sensibilidade ao ciclo de crédito imobiliário.