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Lucro líquido da Petrobras tomba 7% no 1ºTRI; veja detalhes

Lucro líquido da Petrobras tomba 7% no 1ºTRI; veja detalhes

A receita de vendas da companhia ficou praticamente estável. Esse indicador atingiu R$ 123,6 bilhões no primeiro trimestre do ano

O lucro líquido da Petrobras (PETR3; PETR4) caiu mais de 7% no primeiro trimestre do ano, ao atingir R$ 32,6 bilhões. No mesmo trimestre do ano passado, o lucro da petroleira havia sido de R$ 35,2 bilhões. De acordo com a empresa, esse resultado foi influenciado pelo ganho com variação cambial, refletindo a valorização do real frente ao dólar, e a reversão do impairment.

A receita de vendas da companhia ficou praticamente estável. Esse indicador atingiu R$ 123,6 bilhões no primeiro trimestre do ano. No mesmo período do ano passado foi de R$ 123,1 bilhões, uma variação positiva de apenas 0,4%.  

“Vale ressalvar que o aumento recente dos preços do petróleo e o recorde da produção praticamente não se refletiram nas receitas do 1º trimestre. Em relação ao volume, há uma defasagem natural entre o embarque e o reconhecimento da venda que ocorre no momento da transferência de titularidade da carga, quando os navios chegam aos portos de destino”, disse trecho do balanço.

O Ebitda da companhia ajustado sem eventos exclusivos, caiu 1%, ao atingir R$ 61,7 bilhões nos três primeiros meses do ano frente a R$ 62,3 bilhões do mesmo período do ano passado.

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Investimentos

Os investimentos da companhia somaram US$ 5,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, representando queda de 19,1% em relação ao quarto trimestre de 2025 e alta de 25,6% na comparação anual. O segmento de Exploração e Produção concentrou a maior parte dos aportes, respondendo por 87,4% do Capex total no período. Considerando a visão caixa, os investimentos totalizaram US$ 4,5 bilhões entre janeiro e março.

Na área de Exploração e Produção, os aportes chegaram a US$ 4,5 bilhões no trimestre, recuo de 12,9% frente ao trimestre imediatamente anterior. Segundo a companhia, o volume mais elevado de investimentos no quarto trimestre de 2025 foi influenciado principalmente pela nacionalização do FPSO P-78, que iniciou operação em dezembro, além de maiores gastos com atividades exploratórias na Margem Equatorial.

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Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, contudo, os investimentos em Exploração e Produção avançaram 27,4%. O crescimento foi impulsionado pelo aumento dos desembolsos em projetos do pré-sal da Bacia de Santos, especialmente nos sistemas de produção dos campos de Búzios e Sépia, à medida que avançam as obras de construção das unidades. Também contribuíram os investimentos na Bacia de Campos, com o avanço da revitalização do campo de Marlim.

No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, os investimentos somaram US$ 500 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 34,2% em relação ao trimestre anterior, reflexo principalmente da redução dos gastos com paradas programadas nas refinarias.

Em relação ao primeiro trimestre de 2025, entretanto, houve alta de 24,4% nos investimentos do segmento, com destaque para maiores aportes na Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e no Polo Boaventura.