As ações da L’Occitane International sofreram a maior queda já registrada em sua história, depois que o presidente do grupo, Reinold Geiger, encerrou as deliberações sobre um possível acordo para tornar a empresa privada.
Os papéis chegaram a cair cerca de 28% na bolsa de valores de Hong Kong, para HK$ 19,90 cada (aproximadamente R$ 12,63), quando as negociações foram retomadas na terça-feira (5). No fechamento, os papéis encerraram a sessão em queda de 17,27%, a HK$ 23,00 (cerca de R$ 14,60). As ações da L’Occitane são negociadas em Hong Kong sob o código 0973.
A L’Occitane informou, em 11 de agosto, que seu acionista controlador estava considerando um acordo para tornar a empresa privada e, potencialmente, ofereceria pelo menos HK$ 26 (cerca de R$ 16,52) por ação, embora a empresa ainda não tenha recebido uma oferta sólida.
O acionista controlador informou a companhia que decidiu não prosseguir com a possível transação, comunicou a L’Occitane em um documento enviado ao mercado, sem divulgar os motivos da decisão.
L’Occitane: empresa não deve continuar em Hong Kong
Em julho, Geiger estava estudando a possibilidade de um acordo para tornar a empresa privada. Um veículo de investimento controlado pelo executivo detém mais de 70% da L’Occitane. Até o anúncio da desistência da operação, na segunda-feira (4), o valor de mercado do grupo era de US$ 5,2 bilhões.
Um dos próximos passos de Geiger pode ser a relistagem da L’Occitane, dessa vez em uma bolsa de valores europeia, já no próximo ano.






