A Movida (MOVI3) reportou desempenho robusto no quarto trimestre de 2025, registrando Ebitda de R$ 1,4 bilhão — dado que já havia sido antecipado em sua prévia operacional. Segundo relatório do banco Safra, o bom resultado foi impulsionado principalmente pela sólida execução nas operações de locação, refletindo a boa eficácia de sua estratégia comercial.
Os aumentos de preços tanto no segmento de aluguel de carros (rent-a-car) quanto na gestão de frotas (fleet management), aliados a um mix de receitas mais favorável — com menor exposição à venda de seminovos — sustentaram uma expansão de 240 pontos-base na margem Ebitda consolidada na comparação anual, que atingiu 40,7%.
“Por outro lado, o lucro líquido foi parcialmente pressionado por um aumento de 26% nas despesas financeiras líquidas, que totalizaram R$ 764 milhões”, avaliou o Safra.
Retorno cresce e aponta melhora operacional
O relatório apontou também que o spread de ROIC – retorno sobre o capital investido – dos últimos 12 meses cresceu para 5,8%, frente a uma taxa de 4,1% no terceiro trimestre do ano passado o que, para o Safra, sugere uma melhora operacional.
“Enquanto isso, mantemos recomendação neutra para MOVI3, já que o ambiente macroeconômico ainda desafiador limita uma visão mais construtiva sobre o equilíbrio entre risco e retorno da ação”, completou o relatório do Safra.
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Com relação à receita líquida consolidada, esta atingiu R$ 3,7 bilhões no quarto trimestre (crescimento de 12,6% na comparação anual e queda de 2,8% na trimestral), sustentada por fatores como forte desempenho no segmento de gestão de frotas (GTF), com receita crescendo 14,9% na base anual, para R$ 1,084 bilhão, impulsionada por aumento de 12,3% nas tarifas médias e crescimento de 1,9% no volume de diárias.
Outro fator que ajudaram foram os resultados resilientes no segmento Rent-a-Car (RAC) no Brasil, cuja receita avançou 19,8%, para R$ 969 milhões, refletindo aumento de 6,6% na diária média (para R$ 161), alta de 12,3% no volume e expansão de 1 ponto percentual na taxa de ocupação, para 75,8%. Por fim, outro fator que explicou esse aumento, foi a elevação de 7,2% na receita de seminovos, para R$ 1,563 bilhão, explicado pelo aumento de 1,2% no número de veículos vendidos e de 6% nos preços médios, para R$ 72,3 mil.
Com relação ao lucro líquido, esse indicador totalizou R$ 102 milhões, alta de 65% na comparação anual, conforme já reportado anteriormente. O forte desempenho operacional foi parcialmente compensado pelo aumento de 26% nas despesas financeiras líquidas, que chegaram a R$ 764 milhões. Esse avanço reflete o crescimento de 12,4% na dívida líquida ajustada, para R$ 17,5 bilhões, além do maior custo da dívida em função das taxas de juros elevadas.
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