A Bombril informou a aprovação da Justiça para dar andamento ao seu processo de reestruturação financeira. A decisão foi concedida pela 1ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem, permitindo que a companhia e algumas de suas controladas avancem com o pedido de recuperação judicial.
O despacho determina a nomeação da Laspro Consultores como administradora judicial do processo, além da suspensão de todas as ações e execuções contra o Grupo Bombril. Também fica proibida qualquer forma de penhora, arresto ou bloqueio de bens da companhia em decorrência de dívidas sujeitas à recuperação judicial.
A partir de agora, a empresa terá um prazo de 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial. O edital para habilitação e contestação de créditos será expedido nos próximos dias, dando início ao trâmite formal do processo.
Bombril tem dívidas de R$ 2,3 bilhões
A fabricante das famosas esponjas de palha de aço, cujo bordão, “produto com mil e uma utilidades”, entrou com pedido de recuperação judicial nesta semana, devido ao impacto de dívidas tributárias que somam aproximadamente R$ 2,3 bilhões.
De acordo com a companhia, o principal fator para a decisão foram processos judiciais relacionados a autuações da Receita Federal. As cobranças envolvem tributos não pagos em operações de aquisição de títulos de dívida estrangeiros (T-Bills), realizadas entre 1998 e 2001, período em que a empresa estava sob controle do grupo italiano Cragnotti & Partners.
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