A prévia operacional da JSL (JSLG3) no quarto trimestre de 2025 apresentou um conjunto misto de indicadores, mas sem alterar a leitura construtiva para a tese de investimento. Embora a receita tenha ficado cerca de 9% abaixo das expectativas, o movimento já fazia parte da estratégia deliberada de reduzir operações de baixa rentabilidade, o que deve sustentar margens mais elevadas à frente. É o que avaliou a Ágora, em relatório sobre a empresa.
“Vemos tendência positiva para JSL a partir de 2026, com potencial de surpresa positiva em margem mesmo antes da retomada do crescimento de receitas. A combinação de capex mais enxuto, boa performance de Intralog e JSL Digital e trajetória consistente de desalavancagem reforça nossa expectativa de melhora de rentabilidade. Mantemos recomendação de compra e preço-alvo de R$ 18,00 para o fim de 2026”, dise parte do relatório.
Após o fechamento do mercado do dia 19, a companhia divulgou dados preliminares que mostraram queda de 2% na receita bruta de Serviços, totalizando R$ 2,79 bilhões no 4TRI25. O desempenho foi impactado principalmente pela retração de 6% em base anual na JSL Serviços Dedicados, enquanto as divisões Intralog e JSL Digital mantiveram trajetória de crescimento, com altas de 7% e 13%, respectivamente, na mesma base de comparação.
A receita com venda de ativos avançou 26% em relação ao quarto trimestre do ano anterior, alcançando R$ 103 milhões. De acordo com a companhia, o trimestre também foi marcado por avanço do EBITDA e expansão de margem, em linha com o plano estratégico de priorização da rentabilidade, mesmo em um ambiente de menor crescimento de receita.
JSL (JSLG3): capex líquido recua de forma acentuada
Os novos contratos firmados no período somaram R$ 829 milhões, com prazo médio de 57 meses, reforçando a visibilidade de receitas de longo prazo. Em paralelo, o capex bruto caiu 36% em base anual, enquanto o capex líquido recuou de forma mais acentuada, com queda de 82%, totalizando apenas R$ 19 milhões, refletindo operações envolvendo ativos locados.
No campo financeiro, a alavancagem da JSL encerrou o trimestre em 2,9 vezes a dívida líquida sobre o EBITDA dos últimos 12 meses, uma redução de 0,4 vez na comparação anual, evidenciando a continuidade do processo de desalavancagem.
Segundo a Ágora, embora a receita tenha ficado cerca de 9% abaixo das expectativas, esse movimento já era esperado e faz parte da estratégia deliberada da companhia de reduzir operações de menor rentabilidade. A base de comparação também foi considerada exigente, uma vez que o quarto trimestre de 2024 havia registrado volume recorde de novos contratos.
A corretora avalia que a tendência para a JSL a partir de 2026 é positiva, com potencial de surpresa favorável em margens mesmo antes de uma retomada mais consistente do crescimento de receitas. A combinação de capex mais enxuto, desempenho sólido das operações de Intralog e JSL Digital e trajetória consistente de desalavancagem reforça a expectativa de melhora estrutural da rentabilidade.
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