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JPMorgan reduz recomendação para ações do Brasil 

JPMorgan reduz recomendação para ações do Brasil 

JPMorgan rebaixa ações do Brasil devido à desaceleração chinesa e alta de juros, enquanto eleva México por forte vínculo com a economia dos EUA

O JPMorgan (JPM; JPMC34) revisou suas recomendações para mercados emergentes, rebaixando a classificação do Brasil de “overweight” (acima da média do mercado) para “neutro”, enquanto elevou a do México de “neutro” para “overweight”. 

Segundo o relatório, as mudanças refletem as diferentes perspectivas econômicas e políticas para ambos os países.

Pressões externas e cenário doméstico impactam o Brasil

No caso do Brasil, o banco citou como principal preocupação o impacto do crescimento mais lento da China, a segunda maior economia mundial, que pode reduzir os preços das commodities — um fator importante para a economia brasileira. 

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Além disso, o futuro governo de Donald Trump nos EUA, com uma política comercial mais protecionista, também deve influenciar negativamente o comércio global e as exportações brasileiras.

Outro fator destacado foi o cenário doméstico de política monetária. O Brasil deve continuar a elevar os juros em 2025, o que pode afetar o desempenho das empresas e, consequentemente, o mercado acionário.

O índice MSCI Brazil, que acompanha o desempenho de empresas brasileiras, acumula uma queda de 23% no ano, contrastando com um ganho de mais de 6% do índice mais amplo de mercados emergentes do MSCI.

México se beneficia da proximidade com os EUA

Enquanto isso, o México recebeu uma visão mais otimista. 

O JPMorgan elevou a recomendação para as ações mexicanas, destacando o impacto positivo do forte crescimento dos Estados Unidos na produção industrial mexicana.

Há uma correlação bastante alta entre a produção industrial mexicana e a dos EUA“, afirmou Emy Shayo Cherman, estrategista do JPMorgan.

No entanto, o banco alertou que o México ainda enfrenta desafios institucionais. 

Damos ao México o benefício da dúvida, mas estaremos monitorando de perto os acontecimentos, especialmente no que se refere à reforma institucional, que continua sendo o principal risco“, acrescentou a estrategista.

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