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JHSF fecha 2025 com lucro recorde e crescimento em todas as unidades de negócio

JHSF fecha 2025 com lucro recorde e crescimento em todas as unidades de negócio

Venda de estoques e expansão de projetos futuros impulsionam desempenho recorde da empresa

A JHSF Participações (JHSF3) registrou no quarto trimestre de 2025 os melhores resultados de sua história, impulsionada por uma operação estratégica de venda de estoques de incorporação e pelo desempenho sólido de suas unidades de negócio. No trimestre, a companhia reportou lucro líquido consolidado de R$ 978,3 milhões, alta de 138,1% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado do ano, o lucro atingiu R$ 1,86 bilhão, crescimento de 116,9% sobre 2024. A receita líquida consolidada somou R$ 2 bilhões no quarto trimestre, aumento de 278,5% na comparação anual. O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,13 bilhão, alta de 316,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

As despesas operacionais totalizaram R$ 212 milhões, crescimento de 140,2%, refletindo investimentos e custos das operações em expansão.

Venda de estoques impulsiona resultados da JHSF

O salto nos números do trimestre foi impulsionado pela conclusão, em dezembro, da venda de estoques de incorporação para um fundo de investimento imobiliário (FII) administrado pela JHSF Capital, braço financeiro do grupo.

O total negociado somou R$ 5,2 bilhões, referente a 496 unidades residenciais prontas e em construção. Desse montante, R$ 3,49 bilhões foram pagos ainda em dezembro de 2025, e o saldo restante será quitado em dezembro de 2026.

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Com a operação, a JHSF mantém um banco de terrenos avaliado em R$ 30 bilhões em VGV para futuros projetos de incorporação, incluindo 80 unidades residenciais destinadas à locação.

Apesar do desempenho recorde, os ativos de renda recorrente, que incluem shoppings, hotéis e imóveis corporativos, responderam por 18,7% do Ebitda no quarto trimestre de 2025. O lucro líquido dessa área foi de R$ 174,1 milhões, queda de 40,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A operação com o FII ajudou a companhia a encerrar 2025 com caixa líquido de R$ 2,3 bilhões, contra dívida líquida de R$ 1,39 bilhão em dezembro de 2024. A alavancagem, medida pelo caixa líquido sobre o Ebitda ajustado, ficou negativa em -1,25 vez, contra 1,8 vez um ano antes, sinalizando maior capacidade de investimento e menor exposição financeira.