A XP Investimentos levou o preço-alvo do Itaú Unibanco (ITUB4) para R$ 50 por ação ao fim de 2027 e manteve o banco como sua ação preferida do setor.
“Continuamos vendo o Itaú como um composto de alta qualidade, sustentado por uma combinação de crescimento saudável da carteira de crédito, qualidade de ativos resiliente e rentabilidade líder no setor”, escreveram Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, analistas da XP Investimentos.
No segundo trimestre de 2026, o banco combinou expansão da carteira com eficiência operacional e geração de capital sólidas, mesmo em um ambiente mais apertado.
“O crescimento continua concentrado em clientes de maior qualidade, os níveis de inadimplência e o custo de crédito permanecem estáveis”, apontaram Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti.
Corte de 1% no lucro de 2026
A revisão do guidance de Tarifas & Seguros pesou. A casa reduziu em 3% a projeção de receitas com tarifas para 2026, após a atividade mais fraca nos mercados de capitais.
Do outro lado, custo de crédito e despesas operacionais recuaram 1% no modelo, e a alíquota efetiva deve ficar na ponta inferior do guidance. O lucro projetado para 2026 caiu 1%.
Valuation deixou de ser o argumento
O papel negocia a cerca de 8 vezes o lucro estimado para 2027, próximo das médias históricas, com dividend yield de aproximadamente 8% e potencial de alta de 20%.
“A cerca de 8x P/L 2027E, o Itaú já não é uma tese baseada em valuation”, observaram Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti.
Para os analistas, o que justifica o preço atual é a previsibilidade dos números, sustentada por um mix de carteira voltado aos segmentos de menor risco e por geração consistente de capital.
“Acreditamos que o prêmio de valuation do ITUB reflete a qualidade, a resiliência e a consistência da franquia”, concluíram Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, da XP Investimentos.






