O Inter (INBR32) segue como uma das principais apostas do Bradesco BBI no setor financeiro digital para o biênio 2026-2027. Em relatório desta quarta-feira (1º), os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes revisaram suas estimativas para a companhia, equilibrando um otimismo com a expansão do faturamento e uma cautela necessária com o perfil de risco da carteira.
O preço-alvo para o final de 2026 foi mantido em R$ 52,30, com recomendação de compra
A revisão positiva nas receitas é impulsionada por um apetite maior do banco na concessão de crédito. Mizrahi e Chanes elevaram as projeções de receita em 8,4% para 2026 e 13,8% para 2027, incorporando um ritmo mais forte de expansão da carteira.
Esse crescimento, no entanto, não vem sem custos. Para suportar esse avanço, a instituição teve que ajustar suas expectativas de perdas. O banco ajustou para cima as provisões em 15% e 26% nesses anos, refletindo um mix de crédito mais arriscado.
Despesas
Além do risco de crédito, as despesas operacionais foram revisadas para cima em cerca de 20%, o que pressiona o lucro antes de impostos.
Contudo, o resultado final ao acionista deve ser protegido por uma eficiência tributária maior do que a antecipada anteriormente. Na visão dos especialistas, “o efeito positivo de um imposto menor atenua parcialmente o impacto sobre o resultado líquido, mantendo o perfil de lucratividade em trajetória consistente”.
Com lucro líquido projetado em US$ 1,8 bilhão para 2026 e US$ 2,6 bilhões para 2027, o Inter caminha para superar as expectativas do consenso de mercado no longo prazo.
Para o Bradesco BBI, a combinação de uma carteira de crédito pujante e margens financeiras robustas compensa a pressão temporária sobre os custos operacionais.
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