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Abril é o mês das compras na Bolsa, avalia Genial

Abril é o mês das compras na Bolsa, avalia Genial

Volatilidade de março gerou uma compressão severa de preços, especialmente nas empresas de menor capitalização

O mês de março de 2026 foi um divisor de águas para as teses de investimento na bolsa brasileira. O choque nos preços do petróleo, intensificado pelos conflitos no Oriente Médio, forçou a Genial Investimentos a adotar uma postura mais cautelosa em sua carteira recomendada de abril.

Segundo o relatório da corretora, “a surpresa veio pela magnitude do choque energético, que reconfigurou o balanço de riscos e alterou a dinâmica entre setores”.

O impacto foi sentido diretamente nos múltiplos das empresas. Os analistas apontam que a volatilidade gerou uma compressão severa de preços, especialmente nas empresas de menor capitalização.

Conforme descreve o documento, “o que março revelou foi uma compressão significativa nos valuations que trouxe o mercado brasileiro para patamares de desconto em relação às médias históricas”, com as small caps operando em níveis de preço sobre lucro não vistos desde o auge da pandemia.

Fluxo externo

Um dado surpreendente, no entanto, foi a resiliência do capital externo. Enquanto outros mercados emergentes sofreram fugas, a B3 capturou o segundo maior fluxo estrangeiro de sua história.

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De acordo com a Genial, “este dado é particularmente significativo porque ocorre em um contexto de saídas relevantes de mercados emergentes no agregado”, consolidando o Brasil como um porto seguro para investidores de commodities.

Mudanças para abril

Para abril, a ordem é defensividade. A corretora optou por realizar mudanças drásticas na carteira “Ibovespa 10+”, retirando nomes de Aliansce Sonae (ALOS3), Alpargatas (ALPA4), JHSF (JHSF3), Lavvi (LAVV3) e Movida (MOVI3). A justificativa é clara: “a exposição ao mercado doméstico foi reduzida, especialmente em empresas sensíveis à curva de juros”, uma vez que a inflação energética pode frear o ciclo de cortes da Selic.

No lugar das cíclicas domésticas, entraram os ativos da Copel (CPLE3), Eneva (ENEV3), Petro Rio (PRIO3), SLC Agricola (SLCE3) e Vibra (VBBR3). A equipe de estratégia acredita que, embora o cenário seja de incerteza, “a principal oportunidade reside nas small caps e exportadoras, cujos múltiplos descontados oferecem assimetria favorável”, desde que o investidor mantenha o horizonte no longo prazo.

Veja a carteira recomendada

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