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Ação da Vale é novidade em carteira de abril do Santander

Ação da Vale é novidade em carteira de abril do Santander

Banco optou pela exclusão das ações da Direcional e pela inclusão da Vale, sinalizando uma busca por ativos mais resilientes

O Santander anunciou uma movimentação estratégica em sua “carteira valor” de abril, refletindo a cautela com o cenário macroeconômico brasileiro. O banco optou pela exclusão das ações da Direcional (DIRR3) e pela inclusão da Vale (VALE3), sinalizando uma busca por ativos mais resilientes e menos expostos à volatilidade doméstica.

A saída da Direcional ocorre em um momento de recalibragem das expectativas para os juros. Segundo o relatório do Santander, embora a visão para a construtora permaneça construtiva, a instituição decidiu agir “diante do contexto de revisões para cima nas expectativas de inflação e na taxa Selic terminal para o fim de 2026”.

A estratégia visa proteger o portfólio, uma vez que o banco decidiu “reduzir a exposição a nomes mais cíclicos e sensíveis aos juros“, ainda que a Direcional siga com recomendação de compra e presente na carteira de small caps.

Vale

Para ocupar o espaço vago, a Vale surge como a “top pick” do setor de siderurgia e mineração. A aposta fundamenta-se na expectativa de que os “preços do minério de ferro permaneçam bem sustentados acima de US$ 100/tonelada” ao longo de 2026, impulsionados pela oferta limitada e pela demanda crescente em mercados como Índia e Sudeste Asiático.

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O desempenho operacional recente da mineradora reforçou o otimismo dos analistas. O Ebitda ajustado do quarto trimestre de 2025 superou as projeções, com um “desempenho melhor do que o esperado no segmento de metais de transição energética”, conforme aponta o relatório do Santander.

Além da robustez operacional, o banco destaca a saúde financeira da companhia, observando que o “fluxo de caixa livre foi de US$ 1,688 bilhão”, sustentado por uma alavancagem baixa de apenas 0,7x.

A decisão de troca também passa pelo fator preço. Os estrategistas veem a “Vale negociando a um valuation ainda razoável para 2026: EV/Ebitda de 4,4 vezes, 30% abaixo da média dos pares”. Com um rendimento de dividendos projetado em 6,4% e forte geração de caixa, a Vale assume o papel de porto seguro no portfólio do banco para enfrentar o restante do semestre.

O portfólio ainda é composto por Bradesco (BBDC4), Copasa (CSMG3), Localiza (RENT3) e Rede D’Or (RDOR3).

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