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Intelbras: Bradesco BBI vê pressão sobre margens no 2º trimestre

Intelbras: Bradesco BBI vê pressão sobre margens no 2º trimestre

O Bradesco BBI manteve a recomendação de compra para os papéis da companhia, destacando que o valuation permanece atrativo

A Intelbras (INTB3) deve enfrentar um segundo trimestre com margens pressionadas e sem um gatilho relevante para impulsionar suas ações no curto prazo, segundo relatório do Bradesco BBI. Apesar desse cenário, o banco manteve a recomendação de compra para os papéis da companhia, destacando que o valuation permanece atrativo e que os fundamentos de longo prazo seguem sólidos.

Os analistas estimam que a receita da empresa recue 8,4% na comparação com o segundo trimestre de 2025, refletindo uma base de comparação mais elevada. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, porém, a expectativa é de crescimento, favorecido pela sazonalidade dos negócios.

A margem Ebitda ajustada deve cair para 13,1%, ante 14,1% registrados no primeiro trimestre, pressionada principalmente pelo aumento dos custos de insumos como memórias, discos rígidos e cobre.

Segundo o Bradesco BBI, a normalização das margens após um primeiro trimestre considerado excepcional pode limitar uma reação positiva do mercado aos resultados do segundo trimestre. Ainda assim, o banco avalia que boa parte dessas pressões tem caráter temporário e tende a perder força ao longo do ano.

Projeção de crescimento para o Ebitda da Intelbras

Mesmo diante desse cenário, a instituição elevou sua projeção de crescimento do Ebitda da Intelbras para 16,4% em 2026. A estimativa para o lucro líquido também foi revisada para cima, impulsionada por maiores receitas financeiras e pela sólida posição de caixa da companhia.

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O banco destaca ainda o desempenho da divisão de internet das coisas (ICT), que continua sendo um dos principais vetores de crescimento da empresa, especialmente em razão da demanda por cabos de fibra óptica.

Na avaliação do Bradesco BBI, a Intelbras mantém fundamentos consistentes, apoiados pela diversificação do portfólio, forte geração de caixa e posição competitiva em mercados estratégicos. Os analistas ressaltam que as ações são negociadas a cerca de sete vezes o lucro estimado para 2026, patamar considerado atrativo em termos de risco e retorno.

O Bradesco BBI manteve a recomendação de compra para a Intelbras, mas reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 16,50 para R$ 16,00, ajuste atribuído ao aumento do custo de capital.

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