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Intel tem alta de 21% na receita do 3T26, puxada por data centers e IA

Intel tem alta de 21% na receita do 3T26, puxada por data centers e IA

Fabricante americana de chips registra faturamento de US$ 16,5 bilhões e crescimento de 78% em data centers e IA, enquanto lucro líquido recua 18%

A Intel (NASDAQ: INTC) encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com receita de US$ 16,5 bilhões, alta de 21% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento foi puxado pela divisão de data centers e inteligência artificial (IA), cujo faturamento avançou 78% na comparação anual.

Os resultados da Intel, divulgados nesta quinta-feira (29), também mostraram uma redução de 18% no lucro líquido atribuível à companhia, que passou de US$ 4,1 bilhões para US$ 3,3 bilhões.

O lucro diluído por ação, calculado pelos critérios contábeis americanos (GAAP), ficou em US$ 0,60, ante US$ 0,90 um ano antes. Já o lucro por ação ajustado (não-GAAP) alcançou US$ 0,52, frente aos US$ 0,23 registrados no terceiro trimestre de 2025.

Data centers e inteligência artificial impulsionam receita

A divisão de Data Center e IA (DCAI) registrou receita de US$ 7,3 bilhões no trimestre, crescimento de 78% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

A fabricante atribuiu parte da demanda à procura por seus processadores Xeon, utilizados em servidores e sistemas de computação corporativa. Segundo a empresa, a ampliação da capacidade de fornecimento desses chips está entre suas prioridades.

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O segmento Intel Foundry, responsável pelas operações de fabricação de semicondutores, também apresentou crescimento. A receita chegou a US$ 6,7 bilhões, avanço de 58% na comparação anual.

Por outro lado, a divisão de computação para clientes e IA física (CCPG), que inclui processadores voltados a computadores pessoais, registrou faturamento de US$ 8,1 bilhões, queda de 5% em relação ao terceiro trimestre de 2025.

Os valores das divisões incluem operações internas entre segmentos, eliminadas no cálculo da receita consolidada da companhia.

Margens operacionais avançam, apesar da queda no lucro

Embora o lucro líquido tenha recuado, a Intel registrou aumento nas margens de rentabilidade operacional.

A margem bruta passou de 38,2% para 43%, enquanto a margem operacional subiu de 5% para 15,3%, uma diferença de 10,3 pontos percentuais na comparação anual.

O lucro operacional atingiu aproximadamente US$ 2,5 bilhões, ante US$ 683 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. A empresa também informou geração de US$ 5,1 bilhões em caixa proveniente das atividades operacionais.

As despesas com pesquisa e desenvolvimento, marketing, gerais e administrativas somaram aproximadamente US$ 4,5 bilhões, frente a US$ 4,4 bilhões um ano antes.

Intel prevê receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões no 4T26

Para o quarto trimestre de 2026 (4T26), a Intel projeta receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões, abaixo dos US$ 16,5 bilhões registrados no período anterior.

A fabricante também prevê lucro diluído por ação de US$ 0,10, considerando os critérios GAAP, e lucro ajustado por ação de US$ 0,25.

A estimativa de margem bruta é de 37,1% pelo padrão GAAP e de 38% na base ajustada.

Durante a divulgação dos resultados, o diretor financeiro da Intel, David Zinsner, afirmou que a desaceleração do mercado de computadores pessoais deve continuar pelo menos até o primeiro semestre de 2027.

A empresa pretende manter investimentos em capacidade produtiva e capital de giro para ampliar o fornecimento de produtos.

O que acompanhar nas ações da Intel (INTC)?

Negociada na Nasdaq sob o código INTC, a Intel apresentou crescimento de receita em seus negócios de data centers e fabricação de semicondutores, enquanto a divisão voltada à computação de clientes registrou retração.

Para os próximos trimestres, os indicadores a acompanhar incluem o ritmo de crescimento das vendas de processadores para servidores, a evolução das margens operacionais e os resultados da Intel Foundry.

As projeções para o quarto trimestre também colocam em foco o desempenho da companhia diante da desaceleração do mercado de PCs e dos investimentos necessários para ampliar sua capacidade de produção.

Os próximos balanços permitirão acompanhar como essas mudanças se refletem na receita, nos lucros e na geração de caixa da fabricante americana.