Home
Notícias
Moedas
Dólar hoje fecha em alta de 0,89%, com inflação dos EUA no radar

Dólar hoje fecha em alta de 0,89%, com inflação dos EUA no radar

Durante o pregão, o dólar hoje oscilou entre a mínima de R$ 5,3434 e a máxima de R$ 5,4290. Enquanto isso, a inflação dos EUA avançou 0,5%

O dólar hoje fechou em alta de 0,89%, cotado a R$ 5,3878, nesta quinta-feira (29). Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3434 e a máxima de R$ 5,4290, em um dia marcado pela divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e do Brasil.

No cenário internacional, os dados de inflação e crescimento econômico dos Estados Unidos ficaram no centro das atenções dos investidores. Relatórios do Departamento de Comércio norte-americano mostraram que a inflação permaneceu acima da meta do Federal Reserve (Fed), enquanto a economia apresentou desempenho superior ao esperado no terceiro trimestre.

O conjunto de indicadores reforça a atenção do mercado aos próximos passos da política monetária norte-americana, especialmente em relação à trajetória dos juros.

Inflação dos EUA segue acima da meta do Fed

O índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve, avançou 0,5% em setembro, na comparação mensal, considerando o ajuste sazonal. Com isso, a inflação anual chegou a 3,6%, permanecendo bem acima da meta de 2% da autoridade monetária.

O resultado mensal foi o maior desde março e ficou em linha com as expectativas do mercado, segundo o consenso do Dow Jones. Já a taxa anual ficou 0,1 ponto percentual abaixo da previsão.

Publicidade
Publicidade

O núcleo do PCE, que exclui os preços de alimentos e energia, subiu 0,3% no mês e acumulou alta de 3,1% em 12 meses. Ambos os resultados também vieram em linha com as estimativas.

O núcleo é considerado um indicador importante para avaliar a tendência da inflação no longo prazo. A persistência dos preços acima da meta pode influenciar as decisões do Fed sobre os juros, com possíveis reflexos sobre o dólar e os mercados financeiros globais.

PIB dos Estados Unidos cresce acima das expectativas

Além dos dados de inflação, a economia norte-americana apresentou crescimento mais forte do que o previsto. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou a uma taxa anualizada de 3,4% no terceiro trimestre, acima da estimativa de 3,1% e do resultado de 2,2% registrado no segundo trimestre.

Os números indicam resiliência da atividade econômica, mesmo diante da manutenção das pressões inflacionárias.

O consumo das famílias também apresentou avanço de 0,5% em setembro, ligeiramente abaixo da previsão de 0,6%. Já a renda pessoal aumentou 0,2%, ante expectativa de crescimento de 0,3%.

A combinação de inflação persistente e atividade econômica aquecida mantém o mercado atento às perspectivas para os juros nos Estados Unidos. A avaliação dos investidores sobre a política monetária do Fed pode influenciar a demanda global pela moeda norte-americana.

Contas públicas do Brasil também entram no radar

No cenário doméstico, os dados fiscais divulgados pelo Banco Central (BC) também contribuíram para o ambiente de atenção dos investidores. O setor público consolidado, que reúne União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro.

No mesmo período, a dívida bruta do governo geral permaneceu em 82,9% do PIB, equivalente a R$ 11,1 trilhões. O indicador ficou estável em relação a agosto, mas continuou no maior patamar desde 2021.

Na comparação com setembro de 2025, quando o déficit primário alcançou R$ 17,5 bilhões, houve melhora no resultado das contas públicas.

O déficit primário corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida. O resultado de setembro refletiu desempenhos distintos entre os diferentes níveis de governo e as empresas estatais.

A trajetória da dívida pública e a evolução das contas fiscais brasileiras são acompanhadas pelo mercado porque podem influenciar as expectativas econômicas, a percepção de risco e o comportamento do real diante de moedas estrangeiras.

Leia também: