O mercado de criptomoedas pode estar no início de um ciclo estrutural de alta, com possibilidade de novas valorizações nos próximos meses. Essa é a percepção da equipe do Itaú BBA, que identifica uma mudança no comportamento dos preços após o rompimento de resistências importantes no fim de setembro.
Segundo relatório assinado por Lucas Piza, a maior parte dos criptoativos e ETFs analisados acionou pontos de compra pela primeira vez desde o início da cobertura do banco, em setembro de 2025. Bitcoin, Ethereum, XRP e Solana encerraram o mês acima das médias móveis de 21 e 200 dias.
“Podemos estar no início de um ciclo estrutural de alta, com o short squeeze de agosto servindo como catalisador para valorizações nos próximos meses”, afirma o Itaú BBA.
O short squeeze ocorre quando a valorização de um ativo força investidores que apostavam na queda a recomprá-lo para encerrar suas posições. Essas compras ampliam a demanda e podem acelerar o movimento de alta, como ocorreu no mercado de criptoativos em agosto.
Apesar da leitura favorável, o relatório ainda classifica como indefinida a tendência de médio prazo dos ativos acompanhados. A continuidade do ciclo, portanto, depende da superação de novas resistências e da manutenção dos preços acima dos suportes indicados pela análise técnica.
Até onde o Bitcoin pode subir?
O Bitcoin era negociado a R$ 437.045 na atualização do relatório e entrou em tendência de alta no curto prazo. Para outubro, a principal resistência está em R$ 444.500.
Caso supere esse patamar, o criptoativo poderá avançar inicialmente até R$ 481.310 e, posteriormente, buscar R$ 523.250. Em uma eventual correção, o suporte está localizado em R$ 390.100. A permanência acima desse nível preservaria a tendência positiva identificada pelo banco.
O movimento do Bitcoin possui influência relevante sobre todo o mercado. O ativo representa 73,43% do Nasdaq Crypto Index, índice que reúne alguns dos principais criptoativos. O Ethereum aparece na sequência, com peso de 11,93%.
O Ethereum, cotado a R$ 13.940, precisa superar a resistência de R$ 14.230 para abrir espaço para R$ 16.175 e R$ 18.625. O suporte indicado pelo Itaú BBA está em R$ 11.655.
A Solana já se encontra em alta no curto prazo e possui objetivos em R$ 695,90 e R$ 791,65, diante dos R$ 619,38 observados no relatório. Já o XRP, negociado a R$ 7,82, precisa romper R$ 8,55 para entrar em tendência de alta e mirar R$ 10,75 e R$ 13,10.
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Alta não elimina volatilidade das criptomoedas
O Itaú BBA considera o momento favorável para compras nos ativos que superaram resistências e continuam avançando sobre níveis técnicos relevantes. O cenário também beneficia ETFs negociados na B3, como HASH11, BITH11, ETHE11, XRPH11 e SOLH11.
A volatilidade, entretanto, continua elevada. Por isso, o banco sugere que investidores interessados em aumentar a exposição avaliem uma estratégia de Dollar-Cost Averaging (DCA), com aportes distribuídos ao longo de alguns meses.
A estratégia reduz o risco de concentrar todo o investimento em um único preço, mas não elimina a possibilidade de perdas. A confirmação do ciclo estrutural dependerá do rompimento das próximas resistências e da capacidade dos criptoativos de preservar os suportes conquistados em setembro.






