O Ibovespa futuro opera em queda de quase 1% com o mercado abrindo a semana à espera do detalhamento das novas sanções dos Estados Unidos ao Irã. As medidas também mirariam países vistos como aliados de Teerã. O anúncio é esperado para a tarde de hoje e mantém o prêmio de risco elevado. O petróleo perde força e interrompe seis pregões seguidos de alta.
Os futuros em Nova York recuam, pressionados pelo setor de tecnologia. As bolsas europeias rondam a estabilidade, e as asiáticas fecharam em baixa.
O dólar ensaia recuperação moderada diante das principais moedas. Os rendimentos dos Treasuries cedem, com destaque para a parte intermediária da curva. O minério de ferro fechou em alta de 1,27%, a US$ 106,54 por tonelada.
Empate técnico na eleição
O clima de cautela no exterior deve impor viés negativo aos ativos brasileiros, ainda que com movimentos de preço limitados. A disputa eleitoral acirrada adiciona volatilidade após pesquisas apontarem empate técnico em um eventual segundo turno.
Na renda fixa, a curva de juros já vinha queimando prêmio diante de um cenário mais equilibrado. O recuo foi mais forte nas taxas longas. A agenda do dia ainda traz o Focus, dados fiscais e as negociações sobre tarifas.
Ibovespa confirma reação
O Ibovespa confirmou uma reação a partir do suporte em 164.700 pontos. O movimento veio com um candle de maior convicção e recuperação do IFR após a condição de sobrevenda.
O avanço favorece um pullback em direção às médias curtas e à região entre 172.200 e 174.850 pontos. O viés principal, porém, ainda permanece pressionado. Enquanto sustentar os 164.700 pontos, a recuperação pode ganhar continuidade.
A recomendação do dia da casa é a compra de Engie Brasil (EGIE3), entre R$ 27,22 e R$ 27,36. Os objetivos ficam em R$ 28,99 e R$ 29,99, com stop em R$ 26,68. O ganho estimado varia entre 5,97% e 10,18%, e a perda estimada no stop fica entre 1,98% e 2,47%.






