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Ibovespa futuro opera em leve queda após Copom e Fed

Ibovespa futuro opera em leve queda após Copom e Fed

Alívio geopolítico derruba petróleo e melhora o humor global, mas Fed sustenta pressão sobre moedas

O Ibovespa futuro opera em leve queda de 0,28%, aos 171 mil pontos na manhã desta quinta-feira (18), marcada pela melhora do apetite por risco global após a assinatura de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, que reabre o Estreito de Ormuz e derruba o preço do petróleo, enquanto o tom firme do Federal Reserve mantém o dólar pressionando moedas emergentes.

Os futuros das bolsas em Nova York avançam após a forte queda da véspera, em meio ao alívio geopolítico e à queda das commodities, ainda que a política monetária restritiva nos Estados Unidos siga no radar dos investidores.

No Brasil, o Ibovespa tende a acompanhar o movimento externo positivo na abertura, mas com limitações vindas do setor de energia e de um quadro doméstico ainda sensível ao cenário fiscal e à trajetória de juros.

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Minério de ferro

Os contratos futuros do minério de ferro hoje (18) encerraram a quinta-feira em queda no pregão diurno da Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China.

O contrato mais negociado, com vencimento em setembro de 2026, recuou 20 yuans (aproximadamente US$ 2,94), fechando a 747,5 yuans por tonelada.

Ao longo da sessão, os 12 contratos futuros de minério de ferro listados na DCE movimentaram 417.991 lotes, com volume financeiro estimado em 31,44 bilhões de yuans.

Alívio geopolítico e pressão do Fed moldam mercados

O acordo entre Estados Unidos e Irã, ao reabrir o Estreito de Ormuz, reduz tensões relevantes para o fluxo global de petróleo e provoca queda próxima de 2% na commodity, movimento que pressiona as ações de empresas do setor de energia.

Ao mesmo tempo, o Federal Reserve mantém um discurso firme, sinalizando a possibilidade de novas altas de juros ainda neste ano. Esse cenário sustenta o dólar em máxima de onze semanas e limita o desempenho de ativos de risco, especialmente em mercados emergentes.

Os rendimentos dos Treasuries recuam nos prazos médios e longos, enquanto as bolsas europeias operam próximas da estabilidade e a Ásia encerrou o pregão sem direção única. O minério de ferro recuou 1,13%, para US$ 110,53 por tonelada.

No câmbio, o real segue pressionado tanto pelo diferencial de juros com os Estados Unidos quanto pelas preocupações fiscais domésticas. Já o mercado de juros local ainda digere o corte da Selic para 14,25% e a comunicação mais aberta do Copom sobre os próximos passos.

Índice de atividade industrial na filadélfia

O índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia voltou ao campo positivo em junho, ao passar de -0,4 para 10,3, ainda abaixo da expectativa de 11,4, mas indicando retomada da atividade manufatureira na região.

Mais de 32% das empresas relataram aumento da atividade, contra 22% que indicaram queda, enquanto 45% não observaram mudanças. O resultado reforça um quadro de recuperação moderada, em linha com sinais mistos da economia americana.

Análise técnica

O Ibovespa recuou 0,70% na sessão anterior, testando a mínima recente na região dos 168 mil pontos, sem confirmar rompimento no fechamento.

Apesar da defesa pontual desse nível, o comportamento dos preços segue fragilizado, com predominância de fluxos vendedores e dificuldade de sustentar movimentos de recuperação mais consistentes, o que mantém o viés técnico cauteloso no curto prazo.

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