O Ibovespa futuro opera perto do zero nesta segunda-feira (20) com relatos de mediação no conflito entre Estados Unidos e Irã que reduzem parte da pressão global neste início de semana e tiram força do petróleo. A commodity negocia ao redor da estabilidade, perto de US$ 88 por barril, depois de superar US$ 91 durante a madrugada. O cenário, contudo, segue incerto.
Os futuros americanos sobem, com destaque para a recuperação das empresas de tecnologia, e as bolsas europeias avançam majoritariamente.
Na Ásia, o pregão fechou sem direção única: Hong Kong saltou 2,36% e Xangai subiu 0,85%, mas o Kospi, da Coreia do Sul, despencou 4,46%, pressionado pelas ações ligadas à inteligência artificial — sem negociação no Japão, em feriado.
Markets
Nos números, o S&P 500 futuro avança 16 pontos, o Dow Jones sobe 89 pontos e o Nasdaq ganha 105 pontos. Os rendimentos dos Treasuries operam estáveis a levemente positivos, com o mercado precificando cerca de 0,32 ponto percentual de altas de juros pelo Federal Reserve no segundo semestre.
O ouro fica de lado, a prata sobe 1,6% e o bitcoin recua 0,75%, para perto de US$ 64 mil. O minério de ferro fechou em queda de 0,39% em Dalian, a ¥ 758 por tonelada, o equivalente a US$ 111,84.
Brasil: Focus e tarifas na agenda
Por aqui, o exterior menos adverso pode favorecer uma recuperação moderada dos ativos locais, mas a fraqueza do petróleo e a queda do minério devem limitar o espaço para uma melhora mais forte do Ibovespa e do real.
Na agenda, as atenções se dividem entre o boletim Focus, o comportamento da curva de juros e as discussões sobre uma possível tarifa adicional dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Análise técnica
O Ibovespa voltou a testar a região dos 174.280 pontos, o que indica perda de fôlego no curtíssimo prazo após o avanço recente. O movimento, porém, não descaracteriza a leitura estrutural de recuperação enquanto o índice permanecer acima do suporte principal, nos 168 mil pontos — e a retomada dos 174.280 pontos pode recompor o viés construtivo, com resistência imediata nos 178.220 pontos.
A recomendação do dia é a compra de Allos (ALOS3) entre R$ 27,34 e R$ 27,48, com primeiro objetivo em R$ 28,38 (ganho estimado de até 3,8%) e segundo em R$ 28,82 (até 5,41%). O stop fica em R$ 27,13, com perda estimada entre 0,77% e 1,26%.
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