Se na última semana a ação da Vale (VALE3) reportava alta na esteira do minério de ferro, que subia, nesta semana a chave virou para o negativo.
Isso porque o minério cotado em Dalian caía 1,07% por volta das 14h45 desta quinta-feira (6) e, desta forma, puxava a ação VALE3 para baixo, com recuo de 0,52%, a R$ 76,85 na bolsa brasileira.
O fator que faz o minério cair está ligado aos dados de demanda por aço mais fracos do que o esperado pelo mercado. Isso causou uma certa frustração.
A razão é que os investidores tinham expectativa de uma retomada do segmento de construção, na China, após o país derrubar boa parte de sua política de covid-zero.
Entretanto, a produção de produtos de aço para construção, incluindo vergalhão e fio-máquina, caiu 1,04% na semana, para 4,23 milhões de toneladas durante a semana encerrada em 6 de abril, enquanto a demanda aparente de ambos retraiu 6,7%, para 4,36 milhões de toneladas no mesmo período, mostraram dados da consultoria Mysteel.
Levantamento da Reuters aponta que o contrato futuro de minério de ferro para setembro mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) encerrou as negociações do dia com perda de 1%, em uma mínima de duas semanas de 793 iuanes (115,35 dólares) a tonelada.
De acordo com a agência, no início da semana a referência de Dalian registrou queda de 2,7% nos primeiros dois dias úteis, com o sentimento prejudicado por uma nova intervenção do planejador estatal.
Também traz que a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC) disse dia 4 que intensificaria a supervisão dos mercados de minério de ferro e pediu às empresas de futuros que não exagerassem deliberadamente nos aumentos de preços.
Vale (VALE3): China
A China, por sua vez, está envolvida em uma série de eventos que, na prática, desagradam ao Ocidente. Para iniciar, Xi Jinping apoia a Rússia no conflito militar que Vladimir Putin empreende contra a Ucrânia.
Além disso, o país asiático está recebendo uma série de líderes da Eurásia para conferências, como enviados iranianos e sauditas que se reúnem por lá para tratar de relações diplomáticas.
Em contraponto a este movimento, o líder da Malásia acena aos EUA, diz que quer negociar com o Tio Sam, mas sem abrir mão do mercado chinês, com a finalidade de expandir seu comércio.
Já a mineradora Vale, por sua vez, que tem na China um de seus principais mercados consumidores, observa o desenrolar dos fatos que deve culminar com alguma notícia positiva assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajar à Região.
O presidente brasileiro já tem agenda no país e Xi Jinping de 11 a 14 de abril de 2023.
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