O Ibovespa futuro negocia em leve alta de 0,44%, aos 175.375 pontos, com o cenário exterior inspirando cautela, refletindo realização de lucros no setor de tecnologia e tensões geopolíticas, enquanto investidores avaliam indicadores econômicos e declarações de dirigentes do Federal Reserve.
Os futuros em Nova York operam sem direção única, com viés negativo para tecnologia, enquanto as bolsas europeias e asiáticas caem.
O dólar perde força e os rendimentos dos Treasuries recuam, acompanhando a queda do petróleo em correção, ainda sob incertezas de oferta. O minério de ferro avançou 0,81%, encerrando a 748 yuans por tonelada (US$ 110,02), oferecendo algum suporte às ações ligadas à commodity.
No Brasil, o ambiente externo mais cauteloso e a queda do petróleo podem pressionar o Ibovespa, especialmente papéis ligados à commodity. Entretanto, o recuo dos rendimentos no exterior tende a aliviar a curva de juros doméstica, reforçando expectativas de corte da taxa básica. O Banco Central segue atuando no câmbio para reduzir a volatilidade.
Taxa de desemprego
O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, queda de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o IBGE. O resultado veio em linha com o esperado pelo mercado e consolida o mercado de trabalho em patamar historicamente favorável.
A população desocupada somou 6,1 milhões de pessoas, recuando 9,3% na comparação anual — 624 mil pessoas a menos sem emprego. A força de trabalho cresceu 381 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, chegando a 108,8 milhões de trabalhadores entre ocupados e desocupados.
Análise técnica
Após algumas tentativas, o Ibovespa finalmente encerrou acima dos 171.587 pontos na sessão anterior. Apesar de ser uma boa sinalização, o candle deixou um pavio superior pronunciado, indicando perda de pressão compradora no final da sessão. O próximo patamar de resistência fica marcado aos 174.177 pontos, e o rompimento desse nível pode destravar a busca pelos 177.748 pontos.

A recomendação do dia é de compra para MRV ON (MRVE3), com entrada entre R$ 5,22 e R$ 5,25. O primeiro objetivo está em R$ 5,38, com ganho estimado entre 2,55% e 3,07%, e o segundo alvo em R$ 5,48, com potencial de valorização entre 4,46% e 4,98%. O stop ficaria marcado em R$ 5,05, com perda estimada entre 3,26% e 3,74%.






