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Ibovespa futuro cai 0,5% na última sessão de maio

Ibovespa futuro cai 0,5% na última sessão de maio

PIB em linha com o esperado no primeiro trimestre limita espaço para cortes na Selic e pesa sobre ativos de risco, mesmo com exterior favorável

O Ibovespa futuro opera em queda de quase 0,5%, a 176.141 pontos, na última sessão de maio, mesmo com um cenário externo relativamente favorável.

Os mercados globais são influenciados pelas negociações entre Estados Unidos e Irã, com avanços na extensão do cessar-fogo sustentando o apetite por risco e aliviando prêmios ligados ao petróleo.

Os contratos futuros do minério de ferro hoje (29) fecharam em alta na sexta-feira, durante o pregão diurno da Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE).

O contrato de minério de ferro mais negociado, com vencimento em setembro de 2026, subiu 3,5 yuans (cerca de 51 centavos de dólar americano), fechando a 783,5 yuans por tonelada.

O PIB brasileiro do primeiro trimestre de 2026, recém-divulgado pelo IBGE, cresceu 1,1% frente ao quarto trimestre de 2025, com ajuste sazonal, totalizando R$ 3,3 trilhões em valores correntes. Os números vieram em linha com o esperado pelo mercado.

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A agropecuária liderou a expansão (+2,0%), seguida pela indústria (+1,0%) e pelos serviços (+0,5%). O resultado acima do esperado pode limitar o espaço para cortes na Selic à frente, o que tende a pressionar os ativos de risco locais.

No exterior, os futuros em Nova York operam com viés positivo, as bolsas europeias avançam e a Ásia encerrou majoritariamente em alta. O dólar apresenta leve valorização frente a pares fortes, enquanto os rendimentos dos Treasuries operam próximos da estabilidade.

O petróleo recua pouco mais de 1% com a perspectiva de menor risco de oferta diante dos avanços diplomáticos no Oriente Médio. O minério de ferro fechou em alta de 0,45% em Dalian, a ¥ 783,50 por tonelada, equivalente a aproximadamente US$ 115,56.

Agenda doméstica e cautela fiscal mantêm investidores atentos

O ambiente de negócios segue atento a temas fiscais e institucionais que podem influenciar a percepção de risco ao longo do dia. Apesar do cenário externo mais benigno, esses fatores domésticos mantêm os investidores em postura cautelosa.

A combinação entre um PIB mais forte — que reduz a urgência de afrouxamento monetário — e o ruído político interno tende a ser o principal fio condutor do mercado brasileiro nesta sexta-feira, encerrando o mês de maio com os investidores equilibrando otimismo externo e cautela doméstica.

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